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Olá; Este é um conto de terror fantástico, uma mistura de ficção cientifica, horror cósmico.
Para melhor compreensão leia os links abaixo do que já esta postado aqui no Recanto das Letras.




Boa leitura, Em processo de criação. Wal ;)
A Meretriz 

Estava para fazer uma decisão que iria impactar a minha vida, assim pensava.

Escolhas todos as têm. Precisava decidir; se adentraria àquela porta e finalmente concretizaria a experiencia de uma vida, ou voltaria para a minha colônia, tentar resgatar mais crédito, para melhorar o meu corpo tal qual faziam todos os colonos.

Os corredores de um azul, transluzia uma tranquilidade assustadora. Não observava mais nenhum igual a mim, aquele emaranhado de túneis me levou para o meu destino final. A entrevista.

 


A androide simpática parou e disse:

"É aqui, ao adentrar nesta porta você não poderá voltar, somente após a sua experiência com a Meretriz, tudo será explicitado com o seu entrevistador. O protocolo me obriga a perguntar novamente: —Você tem certeza da sua decisão?"



Já estava me dando nos nervos tanta pergunta e tantos lugares, era óbvio que eu iria aceitar.
Como seria sair deste corpo andrógeno, onde não sei poderia ser homem ou mulher e desfrutar de horas de prazer, tal qual observava nos filmes antigos proibidos na neuronet?

A Android se retirou, falava por telepatia para comigo. Dizendo assim: Ao abrir a porta o seu contrato estará firmado.

— Abrir a porta, oras! Era um absurdo pensar que a minha vida poderia mudar completamente ao abrir uma porta. Bem que... Nunca ouvi de nenhum colono que escolheu por uma Meretriz,bom pensando bem, ouvi em outro momento, sim de um colono da nossa colônia que ganhou naquele jogo de azar, que gastava-se para disputar entre tantos. Tal jogo nunca me interessou, pois observava que pelas probabilidades era quase impossível ganhar.
No entanto, falava-se na minha Colonia, que o indivíduo foi para  uma Colonia distante, depois da experiência com a Meretriz.

Agora o calor me acometia, no entanto, o clima era totalmente confortável e a gravidade, era normal, mesmo sem acessar a neuronet para confirmar as condições do ambiente, observava que estava em um local idêntico ao que eu era acostumado a ficar.
A Android voltou a falar comigo por telepatia:

"Rápido com a sua decisão"

Eu fui e abri a porta.

Foi algo surreal o que aconteceu comigo.
Toda aquela sensação que outrora sentira, estava agora submerso ao lamaçal espectral reluzente. E envolto flutuando.


Entre tantas luzes fluorescente, sentia que precisava buscar uma luz. A que aparecia a minha frente.

Me sentia submerso a algo que recordava a líquido.

Mas não era.
Gasoso?
Tão pouco. 

De repente sentia a necessidade de bater os meus braços para tentar de algum modo chegar àquela luz.

Estava sentindo uma fisgada inebriante na minha garganta, que a tempo não a utilizava, (afinal sempre comunico-me por telepatia com os meus ademais). Tentava saltar, para chegar a aquele local.

Curiosamente olhei para trás, a porta cujo qual entrei neste lugar, porém ela já não existia.
Estava totalmente aqui e isto parece me um grande Espaço, vago e sem nada.
A luz a minha frente piscava e agora sentia que precisava chegar a local da luz urgentemente.
De repente sentia as luzes envolta ao espaço onde estou quererem me tragar, era uma sensação terrível. As luzes grudam ao meu corpo como pequenas sangue sugas.

Era o meu fim, sentia a morte.

Por qual razão fiz a estupidez de adqurir um capricho que me levaria a morte?
Agora sentia fisgadas ao meu corpo, como se tivesse sendo sugado por agulhadas quentes.

Fechava os olhos, tentando desistir de tudo. Entendia que era a morte que me encontrara naquele lugar estranho a tudo o que já conhecia.

Fechando o olho, senti uma mão segurar o meu braço.

Ao abrir os meus olhos já estava sentado em uma cadeira que parecia de descanso. Realmente era um líquido que estava passando pelo meu corpo. Pude comprovar ao olhar um pequeno cano, sendo injetado algo que não sabia precisar no meu braço.
A sala vazia cujo a qual me encontrava parecia um hospital, ou enfermaria, sei lá.
Tentei me levantar. Senti-me paralisado.

Estava com os braços presos em uma espécie de bracelete, fixado em uma cadeira.
Só assim percebi que estava completamente preso e todo aquele equipamento tinha como objetivo me deixar imóvel.

A sala onde me encontrava agora era de um branco que cegava e esta foi  abruptalmente interrompida ao entrar por uma porta que parecia surgir do nada; um homem.
Sim, um homem, e este não parecia a nada o que eu já avistara em qualquer colônia. Ele sorriu para mim. Eu fiquei totalmente estarrecido. Era mesmo um homem! Nunca imaginava ver um colono, ou o que quer que fosse aquele ser .

A pele dele era de um marrom claro, que tendia ao salmão. era muito estranho observa-lo, uma coisa é ver em velhos videos na neuronet outra é estar presente com um ser que acreditava já não existir. Atentei para a sua mão e o seu corpo. Meticulosamente vestido com um traje branco.
Se comunicou comigo e pasmem com a sua boca, parecia movimenta-la de um modo tão suave.

— Olá x89Z é este o seu nome não é? Sou o seu entrevistador. Que bom que aceitou, te garanto que sua experiência com a Meretriz será algo expetacular.

Eu só tentava falar com ele por telepatia:
"Me tire daqui!"

Ele chegou perto de mim, passou seus dedos pela minha boca. E disse:

— É melhor tentar usar seus lábios para falar, esta história de telepatia tornam seres da sua espécie preguiçosos. E a garota que iremos te arranjar beija, e tem uma boca que certamente gostará de usar com você!

Era totalmente bizarra a situação que eu me encontrava; preso e um homem, me instruindo a falar. Estava em algum espécie de morte?

Abri a minha boca, tanto tempo não precisava fazer, tentei balbucear palavras. E não é que saiu?

— Por favor, me solte.

E o homem estralou os dedos e disse: — Ah, sim, era necessário, pois geralmente quando passam de uma dimensão para outra há muito agito e gostamos de preservar a integridade dos nossos clientes.

Estava solto, no entanto, ainda não conseguia me mover, estaria eu paralizado?

— O que vocês fizeram comigo?

O homem que tinha olhos que lembravam a alguma coisa que vi na neuronet, começou a passear em volta da minha cadeira, enquanto eu tentava movimentar as mãos e os pés, realmente era uma anestesia que me acometia.

— Calma, você irá passar por uma transição, para poder ter ao seu tão esperado encontro. A propósito você é diferente x89Z uma especie rara entre os colonos.

Ao escutar ele falar, tentava agora perceber as vibrações do local, realmente algo estava acontecendo com o meu corpo.

— Você não tem partes sintéticas no seu corpo, Jovem! Não quer viver mais?
Ele falava e eu pensava: — Claro, guardei todo o meu crédito para aquele encontro.

— Você é um colono fora da curva.

Não entendia o que ele queria dizer, só ficava feliz pois lentamente conseguia me mover de novo e estranhamente não tinha o desejo de fugir daquele lugar.
O entrevistador agora olhava me com um modo sério:

— Pronto para a passagem de gênero?

Aquelas palavras vieram com um espanto para o meu consciente. Eu imaginava que iria ocorrer algo assim em algum momento, pois afinal o que tanto via na neuronet, precisava de ter um gênero bem estabelecido. 
A androgenia dos colonos nunca fizeram  eles entender esta necessidade.

— Seus exames terminaram, sua predominança é para o gênero masculino. E isto é bom, pois se fosse aos contrário, você seria descartado. Benditos cromossomos x89Z. Começamos?


(continua) 

Créditos: todas as fotos utilizadas sem atribuições comerciais são do site pixabay
Waldryano
Enviado por Waldryano em 27/07/2019
Reeditado em 27/07/2019
Código do texto: T6706008
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Waldryano
Telêmaco Borba - Paraná - Brasil
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