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Emoções e Sentimentos

       Existem diferenças básicas e importantes sim, sobre o que evoca essas duas palavras.
       Sentimento é algo que perdura. Para vocês que gostam do tempo, é um sentir que se prolonga, se demora, muitas vezes, perenemente. O sentimento é uma sensação agradável, ela não é intrusiva, não é incômoda, é uma sensação que prolonga o Ser. Você se torna mais abrangente com ela, maior e mais completo. O que chamam de amor, em sua pura essência, é um sentimento.
       As emoções conjuram algo imediato, avassalador, intruso. Não há uma sensação de pertença. Elas nos encolhem, nos agitam. É como uma tromba d'água que de repente vem e te surpreende, te arrebata, te desequilibra. É inconsequente e de curta duração, porém intensa e dolorida. É uma lufada de vento inconstante que não leva em consideração quem atinge. É como fogo que do nada vem e para o nada vai. Assim é a paixão, o ódio, o intenso orgulho e a vaidade frívola.
       Você pode reter qualquer deles. O sentimento é cultivado e floresce. A partir de um doce sentimento, pode se criar um bosque inteiro. Ele nunca te decepcionará. Pois, sentir é da natureza da Consciência, é assim que ela se faz presente e experimenta a realidade. O que você sentiu de verdade, você jamais esquece. Ao tentar reter uma emoção, ela se rebelará, se tornará mais forte e imprevisível. Será como uma represa que retem um rio, ela pode suportar por um tempo, mas não para sempre. Se a emoção rompe, ela sempre fará um estrago, mas logo depois, não se verá vestígios dela. Porque as emoções pertencem ao tempo e ao ego, elas não tem vida própria e nem consciência de nós.
      Há uma dica aqui que quero dar-lhes. Se você preza alguma coisa, transforme-a em sentimentos. Você conseguirá guardar para sempre contigo. No século 14, de seu tempo, existia uma sopa de ervas que muito me agradava. Era feita com carinho para mim, por alguém que eu muito estimava. Tinha um sabor peculiar e marcante, e sei bem, que avaliada friamente, não era tão saborosa assim, mas evoca em mim sensações afetivas. Cedo em minha vida, naquela época, eu perdi a fonte desses sabores tão marcantes, e desses momentos inesquecíveis. Mas, todas as vezes que eu me recordava dos momentos agradáveis ligados àquela sopa, sensações e sentimentos idênticos retornavam ao meu ser. Eu era capaz de sentir até mesmo o sabor na minha boca. O calor que ela me proporcionava ao descer saciando a minha fome e o meu frio. Hoje, nos seus termos, sou capaz de reviver aqueles anos e aqueles momentos, apenas recordando-me deles. Estes sentimentos ficaram gravados em mim e começaram a fazer parte de quem eu Sou. Foi então que entendi que sou o que Sinto. As coisas que verdadeiramente me tocaram, nunca mais se afastaram de mim. A partir disso, não temos mais o sentimento de perda, pois nunca se perde o que se ama.
       Agora mesmo, posso me fazer sentado na janela de minha cabana, tomando a simples sopa que me cativou, olhando lá pra fora na zona rural. E alguns me dirão, que como sempre dissemos, que isso tudo é uma ilusão. Mas Nós dizemos, que mesmo a sua vida física é uma ilusão dos sentidos, mas os Sentidos por si mesmos, nunca são uma ilusão.
Jeff London
Enviado por Jeff London em 04/10/2019
Código do texto: T6761126
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Jeff London
Betim - Minas Gerais - Brasil
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Jeff London