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O PERDÃO VEM NO SONHO


Marcos Barbosa

> Amor,,, estou muito alegre porque a Jackeline conseguiu me perdoar.
~ Como assim? ,,, você estava dormindo e acorda dizendo isto?
> Vou te explicar, Socorro,,, Em 1992, quando eu me iniciei na profissão de corretor de imóveis,,,
~ Lá vem uma explicação compriiiiiiiiiida...
> Continuando,,,  aluguei uma sala comercial no centro de Ceilândia na Avenida Hélio Prates , na esquina da QNN 1, do lado de cima da linha do metrô, à direita de quem desce, próximo da Estação Ceilândia Centro. Pra encompridar mais um pouquinho, era aquela esquina,,, bem ali,,, ao lado do Banco do Brasil.
~ Então conta logo o que aconteceu no sonho desta noite.
> Bem alí,,, ficava o Restaurante Canindé, do "Seu" Edmilson,,, e por intervenção da minha amiga Mariinha consegui alugar a sala da frente, que formava uma esquina com o estacionamento do Restaurante Canindé, construído nos fundos do lote.
~ O  que esta descrição de endereço tem a ver com a Jackeline? Tá parecendo Euclides da Cunha, que para contar uma história descreve a situação geográfica do palco dos acontecimentos...
> Obrigado pela comparação, mas eu não chego nem aos pés do Grande,,,           Imortal,,, Euclides da Cunha.
~ Eu já estou ficando ansiosa,,, quero saber logo como foi que ela te perdoou,,, do que?
> Então,,, aluguei as salas para montar meu ESCRITÓRIO IMOBILIÁRIO DE LOTES NA BARRAGEM  e contratei um pintor. Quando "tava" tudo pintadinho, lá vem uma criança de uns 4 a 5 anos correndo para entrar na porta lateral do escritório, atrás da recepção. Nada teria me incomodado se ela não tivesse com as mãos e o rosto todo borrado de chocolate,,, e quando ia se apoiando na parede, branquiiiiiinha,,, eu gritei: - "Não põe a mão  aí!"  Foi o suficiente para esta menina sair chorando em direção à mãe, a simpática Dona Conceição. Foi um escândalo,,, parecia até que eu tinha batido na criança. Deu o que fazer para a situação se explicar. Tive que aguentar as broncas da ex-esposa, dona Mary ,,, tipo,,, ~ "Com criança não se fala assim!"
~ Mas ela estava certa - diz Socorro Maranhão - Quando você vai chamar a atenção de uma criança, tem que ter o máximo de cuidado,,, pra não traumatizar,,, porque traumatiza mesmo...
> Pois é,,, dez anos se passaram alí, vizinhos de 92  a 2002,,, de escritório e restaurante  metade do tempo e a outra metade como vizinhos de apartamento em cima da Vidraçaria Diamante, do "Seu" Quelé. Durante essa década, nunca consegui conquistar a amizade da menina que já estava ficando moça. Não era aquela inimiga declarada, mas eu sentia que sempre tinha "um pé atras" comigo. Há poucos anos, depois que vim morar definitivamente na Chácara PALÁCIO DAS ÁGUAS,,, em Águas Lindas, fiz uma visita aos pais de Jackeline.
> Oi Jack,,, tudo bem?
~ Tudo bem...
> Você ficou uma moça bonita,,, eu não imaginava você assim,,, tão simpática.
A visita transcorreu bem, recordamos algumas reminiscências do passado, falamos do Marco Aurélio e da Leôni, trocamos endereços do Orkut e nos despedimos. Há poucos meses adicionei Jaqueline e sua irmã, Ana Cláudia no meu Facebook,,, Com aquela impressão de que com o tempo,,, SENHOR DA RAZÃO,,, eu já teria sido perdoado.
~ Mas foi ou não foi perdoado?  -  Perguntou,,, ansiosa,,, a minha esposa, professora Socorro Maranhão.
> Esta noite, no plano astral, Jackeline me perdoou de coração e alma,,,
~ Como assim?
> Muito simples,,, Eu estava com este corpo aqui dormindo,,, e noutra dimensão, no que chamam de astral, visitei Jackeline:
> Boa noite Jackeline, tudo bem?
~ Tudo bem,,, e você? O que está fazendo aqui a essas horas e não está em casa dormindo ou  escrevendo?
> Mas meu corpo está em casa,,, você também está dormindo,,, dê um pulinho para você ver como vai flutuar.
~ Ái isso é estranho,,, eu não sabia que a gente faz isso,,,  -  Jack desceu levemente ao solo e me ouviu:
> Tenho visto suas curtidas nos meus textos,,, no Facebook.
~ Sim,,, eu leio tudo que você escreve, Marcos.
> Eu também queria saber se vc já me perdoou daquela bronca que te dei quando era criança...
~ Claro que já te perdoei!,,, há muito tempo...
> Então vem aqui e me dê um abraço bem prolongado, assim como se fosse de pai pra filha,,,  ou melhor, de tio pra sobrinha,,,  pra selar nossa amizade.
A Jack me abraçou prolongadamente e eu senti uma energia muito forte, a força do perdão e um amor fraternal de uma pessoa que quase foi minha inimiga.
> É possível que amanhã,,, você acorde e se esqueça desta nossa conversa...
Ela olhou para mim com uma carinha triste e só perguntou:
~ Será?...  - Nos despedimos normalmente e aí...
Acordei me sentindo muito bem,,, corri imediatamente à pequena biblioteca e escritório que eu e Socorro montamos aqui na Chácara Cio da Terra. GRAÇAS A DEUS! ,,,  JACKELINE ME PERDOOU...
Pronto,,, dou por encerrado  este conto.
Marcus Aurelius
Enviado por Marcus Aurelius em 11/06/2015
Código do texto: T5273533
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre o autor
Marcus Aurelius
Águas Lindas de Goiás - Goiás - Brasil, 64 anos
220 textos (48380 leituras)
11 e-livros (734 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 14/04/21 22:04)
Marcus Aurelius