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No olho do turbilhão I

E novamente foi aturdido pelos giros freneticos do turbilhão. Se sente como um sino de vento, uma jangada em meio a vil tormenta. Vê ao longe a luz do farol, gira,gira, e gira. Por um segundo sente o quão profunda e profana é a mente humana. A louca e esquizofrênica mente humana.
Vê um casal que se beija demorada e calorosamente, se olham com olhos apaixonados. Noutro momento, os corpos estão juntos, a mente não. Os corações e os pensamentos vagueam tal qual mortos, presos entre os mundos. Aparece outra pessoa, ela o olha diferente e ele a admira da mesma forma.Ela sabe que seu coração esta preso ao primeiro rapaz, ainda assim ela faz como quem dará seu coração, o rapaz de fato o entrega. Ela pisa e joga fora, fica com o primeiro e segue sua mediocre vida, naquela moribunda saga amorosa. Sejam felizes.
Ele ve o rapaz conter o choro, a negra aura o deixa e logo a luz vem sobre ele. O choro contido de outrora, torna-se um longo sorriso, e o bisturi que ira cortar o cordão umbilical.Adeus algoz, não sei se há de voar ou cair, so sei que está livre. O rapaz logo com sua alegria, atrai a atenção de outras garotas. Mais um giro e ele se depara com suas incertezas.
Em meio a tantas coisas feias, ou incertas, ele ve a poderosa mão do destino a reger vidas como o maestro com a batuta impiedosa a expelir notas dos pulmões dos metais. Ele mostra que em meio a tantos desencontros existe o sucesso e ha esperança.
O furacão está diminuindo e na penumbra sente a delicada mão em seu ombro, ainda não ve seu rosto, mas sabe que ela está proxima.
Símio
Enviado por Símio em 17/09/2007
Código do texto: T655702
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Sobre o autor
Símio
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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