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O avesso

Hoje quero escrever, preciso purgara agonia que me consome. E nem com 1000 pulmões, minha voz teria potência para expelir tal sentimento. Sei que a melhor forma, o melhor instrumento é a caneta, nesse momento faço o papel de papel, a escrita e feita por dentro, pela pena da alma. E o que trancreve  no caderno, é o que impresso em mim está, o carbono, meu próprio coração.
Observo ao longe corpos que transpiram toda sexta-feira. Pergunto-me o motivo pelo qual não me encaixxo no contexto. Meu corpo não sua como o deles, não fede a bebida, a cigarro, não vibra, tem asco. Por outro lado, minha mente voa tão alto que se perde de vista. Porém, estou preso ao molde por mim forjado, feito para que não me perca, não quero molde.
Passo tanto tempo lutando por algo, que quando conssigo extrapolo no começo, e logo perco a graça. Tudo vai bem,mas não sei se sou eu o se o destino, logo arruma um jeito de ferrar com tudo. Depois volta o molde, não quero molde.
Não entendo o motivo pelo qual sou assim tã estranho. Me olham e apontam na rua, dever rir pelas minhas costas. Num mundo em que se prega que ser diferente e normal, vejo a hipocrisia, não só com os deficientes, mas para com os NERDS, os caras que não sabem dançar funk, não jogam bola, dão valor a namorada. Que problema há em ir a um barzinho com música ao vivo? Sentar-se com bons amigos so pra se divertir, se pintar uma paquera ótimo, senão azar. Sugira um passeio na praça e a garota vai perguntar de que mundo você veio. Creio estar perdido anos luz por ai.
Antigamente os tímidos eram "reservados", hoje são otários. Houve uma época em que ser inteligente impressionava, discutir história... hoje se falar disso com 99% das pessoas vão te chamar de chato. Discutir literatura, perguntar quem leu Memórias póstumas ou O cortiço, nopvamente vão rir. Hoje não existem  ( na realidade são raros) namorados, pois foram substituidos por casos. No meu caso, sinceramente não lembro dessa época, mas já li sobre isso numa sexta-feira.
Símio
Enviado por Símio em 25/09/2007
Código do texto: T668614
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Sobre o autor
Símio
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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