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O sósia!

                              O sósia!

                    Acho que quase tudo já foi escrito,
                    mas é esse quase, que me deixa a vontade,
                    para escrever histórias de poesias sem fim.


Um menino com os seus 13 anos aproximadamente,
num dos cantos do quarto, sentado estava, e a réstia do sol
entrava pela janela de duas bandeiras, iluminando, alguns pontos para a poesia, em que o sofrer daquele menino, transparecia na sua inocência.
Um ar nevado pelo medo, num sentido de segregação em sua vida,
por meios desconhecidos ao poeta, que se fazia literalmente presente.
Ele, o menino, contava os dedos por alguma coisa ou coisas,
cabisbaixo, seu semblante cerrado, característico de tristeza.
A sua compleição física passava uma dor, através da visão
nesse ar, sabia-se, ali, naquele momento que o pequeno menino sentia fome.
Ele nada falara, a voz da sobrevivência se exprimia no quadro do quarto, as plantas de seus pés estavam pretas,
eram a evidência de uma longa jornada, que talvez não tivesse tido êxito para confortar a tua necessidade básica.
Por conseguite, maltrapilho, mais um conto triste de forma a envolver o poeta, que do outro lado do mesmo quarto, num escuro total,
assistia a sua própria saga de outrora, que neste exato momento
se fazia ocular, como uma viaje que não passa, naquele menino,
que não deve desistir, enquanto o ar de seu pulmões reagirem ao mundo. É mesmo dois grandes sentidos, viver dos viveres dos sonhos,
que a realidade discorre seriamente dos tesouros da vida.
Um real, outro fantasia!
Que fim?! Que fim?!
Começo de vida no menino, fim de vida no poeta.
Seriam lados de um mesmo homem?!
Nesse deserto existem flores coloridas, tratadas em caminhos que se querem mudar, nas verves daqueles que são ligados pelo tempo,
em que tudo pode acontecer, na inclusão que se pede a Deus.
O poeta quer morrer, mas não antes de deixar para o menino,
o legado de seu coração.
Caminhou para si mesmo, chorou e olhou intensamente o quadro no quarto.
Assinou o seu testamento, fazendo de seu único herdeiro,
um poeta que se trava, na luta constante, de mudar com as palavras de tua poesia de vida.
Basta entender e se entender...
E por fim, perdoar...




                           Um abraço em meus amigos.
Condor Azul
Enviado por Condor Azul em 09/09/2008
Código do texto: T1169043
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Sobre o autor
Condor Azul
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 57 anos
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Condor Azul