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Lua, Estrelas, Ratos e Baratas

                   Pode ser feriado, sábados e domingos, movimento intenso nas regiões de nobres. 6h horas da manhã e já estão trabalhando, operando, exercitando as mãos, a mente e os pés. 24h por dia é pouco tempo para quem trabalha. Quem trabalha, não lê, não escreve, trabalha e não se atrapalha. Em favor do dinheiro, aliá-se ao tempo.
                             Acompanhando o que acontece do outro lado cidade, nos espaços que receberam o neologismo de comunidades, aos quais chamavam de favelas em tempos idos, o dia começou antes que nas regiões nobres e por volta das 5h da tarde, quando muito, os operacionais estão apostos para mais uma jornada.
         Traçar, traçar, traçar. Roer, roer, roer, faz parte da calada silenciosa da madrugada. Nada, mas nada mesmo acontece sob os olhos dos raios do sol; e inoperante lua, coitada, depende do sol para iluminá-la. Estrelas possuem brilho próprio, mas são cegas, quando não, omissas.
                      A continuar com está, defendidos por lei, proliferando aos borbotões e alterando as características geneticamente, os Ratos e Baratas ofuscarão o resplandecer do pouco que resta do Sol, porque da Lua e estrelas, sufocadas, dominadas estão. Por fim, dominarão o Planeta sem maiores dificuldades. Por que no que depender da Lua e estrelas, você permanecerá reinando, mas em compensação o doutor Lula da Silva, o filho do Brasil, não fará verão na mãos de Ratos e Baratas. A vida irmão da terra, não passa de tormento para uns e felicidade incontida para outros. Sorria, pois se erraram na contagem de seus dedos, o mesmo não ocorrerá na contagem de seus finitos segundos de vida. Aguarde o julgamento sorrindo, zombe o quanto possível, ironize o mundo, galhofe da sanidade, porque as lágrimas lhes serão gratuitas e dilatarão as pupilas dos seus olhos.
             Quando isso ocorrer e será em breve, restará ao Homem gritar: "Please, socorro. Help-me". Todavia, essas espécies de animais falam e habitam todos os países e como são surdas, nada fará. O mundo passará a ser campo minado, onde o filho jogará futebol e chorará; e a mãe?...; a mãe ouvirá, mas para mascarar a sua incompetência materna, para persuadir sua infame maneira de educar somente para si e não para o altruísmo, dirá: "filho, onde estás filho meu, que choras e não te ouço. Não importa sua idade, venha que o leite materno está aquecido à sua espera. Usurpe-me, corra!"
               Como ouvir, se elas estarão passando pelos perrengues, que o filho; porém, como é sangue do mesmo sangue, morrerão abraçados. Lamentos, choros, lágrimas, catástrofes, hecatombes, mas, ambos, mães e filho, jamais permitirão ouvir que foram eles que nada fizeram, não combateram a praga, não lançaram veneno sobre a erva daninha, não cortaram o mal pela raiz. Ao contrário, deram asas aos meliantes, aplaudiram a hipocrisia, beneficiaram-se com as falácias e atos dos profetas e escribas.
                    Febre Amarela não representa nada ante o caos, tudo mais é caos tácito e sangue poético não escrito pelas penas dos escritores de destinos. Que pena! Para Ratos e Baratas, nada de pena! Pois, o tempo, a escuridão, a cegueira e os labirintos é como o diabetes, doenças silenciosas, temores não sentidos pela humanidade; câncer necrosado que em algum momento, quietarão bisbilhotices e ceifarão as inteligências. E a ciência dos homens? Onde estará a ciência dos homens se no passado, não conseguiram exterminar o mal, expulsar o casal de corrompedores do paraíso; ao contrário, com os seus artificialismos mórbidos, com suas poções mágicas do imediatismo, fizeram foi aumentar a população de Ratos e Baratas no Planeta. Pois então, nada mais justo e correto que ceife as inteligências dos robôs. Silencie os sorrisos metálicos, sossegue o pulsar do sexo mecânico. E onde faltou humanismo, ódio, sangue, sofrimento, morte haverá. Fim, será o fim de todos os planos elaborados; o fim da era dos homens sábios!
                          Pobre tarde que morreu à míngua nos braços da noite, que por sua vez, não despertou para manhã! E todos juntos: manhãs e  tardes de sol e noites de lua e estrelas fecharam as portas para nunca mais, abrir. Cobriram-se com uma pá de terra, ou sequestraram-nas?
          Talvez, porque motel é o esconderijo/cativeiro itinerante de quem não casa e quer casa, cuja finalidade é passar horas contando estrelas e cavucando a lua, lambuzando e tomando mel de canudinho no orifício do umbigo (do ou da) refém. Essa será a história contada às gargalhadas pelos viventes, a legião dominante, formada por Ratos e Baratas no futuro. Sigamos o séquito, pois todos os caminhos, trilhas, estradas, meandros e desvios vão dar no mesmo lugar. Ainda que percorrido em linha retilínea curta ou longamente sinuosa, ambas serão as brevidades do caos impostos pelos ditadores, algozes e filhotes da humanidade.

Epitáfio
                 Já fui a escuridão em dias sórdidos, de agora em diante serei os grãos de terra, leves e suaves, cobrindo de sonhos, esperança, paz e luz as noites de reflexões gélidas dos meus admiráveis amigos e vizinhos. Tudo que querem, não passam de uma prece; e ainda que acesa pela lucidez que não tiveram, uma vela apagada.
Mutável Gambiarreiro
Enviado por Mutável Gambiarreiro em 25/01/2018
Reeditado em 26/01/2018
Código do texto: T6235916
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Mutável Gambiarreiro
Jegue é - Tovuz - Azerbaijão
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