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Caso de 'Puliça' - Chantagem Besta

'Tava com cara de quem tinha
Visto o diabo armado sem pudor
A cara branca como fica a minha
Quando eu vejo filme de terror

O que é que pega, 'cê viu o tinhoso?
Te desembucha, o que te aconteceu?
No mínimo algo tão cabuloso
Que foi por pouco que 'cê não morreu!

Um copo d'água, senta, te acalma,
Pode dizer o que sucede em tu?
Esse soluço que te coça a alma
Tão agitado, tá feito um urubu!

"meu deus do céu, João, eu já tô perdido
Fumei um mato com os menino do Zé
Em casa achei que a Maria era um bandido
Dei-lhe um sopapo e lhe amarrei os 'pé'

tô vendo tudo assim, lado contrário
E já não sei mais o que vou fazer
Se eu destranco a Maria do armário
não sei nem quanto vou ter que correr

Como eu sei, 'cê é meu melhor amigo
Faz um favor, vai lá e diz pra ela
Que igualzim a mim, tem aqui um bandido
Que me pegou e me levou a cela

Aí eu tive que correr pra 'pulícia'
'Prus' gambé trazer de volta minha égua
Se ela não acreditar, então, insista
Que eu que nada, quem tá doida é ela!

Ai eu te juro, João, que eu nunca mais
Fumo do mato com os filho do Zé
E Maria, então, não saberá jamais
E eu nem conto da Joana a tua 'mulé'!"
Júnior Leal
Enviado por Júnior Leal em 15/09/2009
Reeditado em 15/09/2009
Código do texto: T1811973

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Sobre o autor
Júnior Leal
Lagoa Santa - Minas Gerais - Brasil, 36 anos
958 textos (33322 leituras)
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Júnior Leal