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EU VENHO AQUI EM DEFESA
DA SUSTENTABILIDADE
(Cordel primeiro lugar do
Prêmio COSERN
de Literatura de Cordel 2009)



Num trabalho de pesquisa
Eu cheguei à conclusão
Que o que mais se precisa
Neste mundo, meu patrão,
Para um viver de verdade,
É sustentabilidade.
Mas isso requer ação.

Há muitos e muitos anos,
Pode-se dizer assim,
Nós vemos a Natureza
Num sofrimento sem fim:
Sendo toda depredada,
Invadida, ameaçada
De morte por gente ruim.

O meio ambiente sendo
Agredido e massacrado
Numa escala que assusta!
É preciso ter cuidado.
Precisamos nos unir
E cada um tem que agir
Para dar bom resultado.

Pensando no bem-estar,
Em qualidade de vida
Pra nós e pros nossos filhos,
Da melhor forma devida,
Mudando o comportamento
E sendo um vigia atento,
A luta será vencida.

Às vezes uma açãozinha
Mostra colaboração:
Um papel, uma latinha
Vazia que trago à mão,
Não os jogando na rua,
A minha ação, como a sua,
Faz a diferenciação.

A sustentabilidade
Precisa ser praticada
Não só por um, mas por todos!
Onde, de forma engajada,
Precisamos entender
Dela, seu grande poder.
Torna-la nossa aliada.

Aplicada ao dia-a-dia
Certamente ela trará
Novos jeitos de fazer
As coisas. E sairá
Ganhando, com isso tudo,
O pequeno e o graúdo,
O servente e a Sinhá.

A construção coletiva,
Com ONGS, em união,
Seja uma Universidade,
Seja uma organização
Do setor público a firmar
Parcerias, bem-estar
Trará pra população.

A troca de experiências
Daqueles mais avançados
Vai fazer com que evitem
Os erros já enfrentados.
Se na mesma direção
Estão indo, pois, terão,
Na certa, bons resultados.

É de grande relevância
O assunto. Consciência
Tem-se que ter sobre isso
E agir com competência.
As lideranças que visam
O bem a todos, precisam
Agir com tino e decência.

Há pouco mais de dez anos
As empresas nem queriam
Saber de ambientalismo
E nem isso as constrangiam.
Questões socioambientais,
Para as empresas, banais,
Ou sem valor, pareciam.

Mas hoje a coisa mudou,
É outra a realidade!
O cidadão consciente
Preocupa-se, em verdade,
Ao ver a degradação,
E busca entrar em ação
Por sustentabilidade.

O planeta sente as penas
Pela má educação,
Pela ação predatória
Do homem e da aceitação
Disso como algo normal.
Este, agora, vendo o mal,
Tenta a recuperação.

Catástrofes naturais
Estranhas e inusitadas
Nunca vistas no planeta,
Aos nossos olhos, mostradas,
É o castigo merecido
Ao ser humano devido
Suas ações desregradas.

Ações que parecem simples
Ou pouco impactantes,
Tomadas por grandes grupos,
Ver-se-á, são importantes.
A sustentabilidade
Aqui, na realidade,
Tem ótimos resultantes.

Devemos saber que todos
Temos mesmo, por destino,
A dependência um do outro
Do maior ao pequenino.
Uma cadeia com elos,
Na sua essência singelos,
Criada pelo Divino.

O Mundo dos Animais
É um mundo em expansão
Onde a natureza expressa
A diversificação
De bichinhos engraçados,
Que, por serem depredados,
Há muitos em extinção.

E tal extinção se deve
A um deles, que se sente
Com grande poder nas mãos
Por achar-se inteligente:
O homem, um representante
Do saber, um ser pensante
Porém muito inconseqüente.

O desamor que o homem
Carrega no coração
Pela natureza, o faz
Um ser de destruição:
Com a caça aos animais,
Derrubando os vegetais,
Provoca a depredação.

Em várias partes do mundo
Há grande devastação
De florestas, que o progresso,
Este ser sem coração,
Pratica, às vezes usando,
Pra garantir seu desmando,
A própria Lei da União.

A queima, o desmatamento,
E a venda de animais,
Baixa cobrança de multas
Por crimes ambientais,
São coisas que, certamente,
Causam enjôo na gente
Pois o descaso é demais.

E o que podemos fazer
Pra nossa terra ajudar?
Ajamos com consciência,
Sempre evitando comprar
Mercadoria trazida
De origem desconhecida.
E busquemos reciclar.

A reciclagem, a denúncia
Por crimes ambientais,
O respeito aos nossos rios
E aos hortos florestais,
Já será um grande passo!
Se você faz e eu faço
É incentivo aos demais.

A Amazônia, a Caatinga,
Campos do Sul, o Cerrado,
Mata Atlântica, Pantanal,
De cada um, por seu lado,
Pesquisando, se descobre
O quanto a ação pouco nobre
Deixa um país deserdado.

Atividades agrícolas
De forma não sustentáveis,
As extrações de madeira
Ilegais, inaceitáveis,
Projetos que nada trazem
De bom, e que só mal fazem,
Por serem, em si, não viáveis.

Desmatamento, queimadas,
Pouca fiscalização,
Más ações de governantes
Que esquecem a definição
Das áreas prioritárias,
Pois são verdadeiros párias.
No comando da nação.

O sertão já sofredor,
Com os criadores de gado
E construções de açudes
Vê-se, hoje, ameaçado
Pela salinização
E intensa evaporação
Pelo calor provocado.

No Cerrado, na Caatinga,
O homem, com sua ação,
Contamina solo e água
Pela falta de atenção,
Na ânsia de produzir
Sempre mais sem discernir
O que é bom pra terra, ou não.

A Mata Atlântica, coitada!
Da floresta original,
Tem tão só sete por cento.
E o nosso Pantanal:
Turismo, garimpo, caça
E navegação em massa,
Faz que ele passe mal.

E nossa Zona Costeira
Já pede desesperada,
Sua integridade ecológica
Que vem sendo ameaçada
Por esgotos, construções,
Aterros... As más ações.
Por ninguém é respeitada.

Cuidemos da nossa Terra,
O planeta em que vivemos,
Onde, para que a vida
Seja melhor, nós teremos
Que amá-la, respeita-la
E, assim sendo, cuidá-la.
Não só temos que, devemos.

Tudo que acima foi dito
É pura realidade
A nossa mãe Natureza
Ta sofrendo de verdade.
E ela é nossa riqueza!
LUTEMOS, POIS, EM DEFESA
DA SUSTENTABILIDADE
Rosa Regis
Enviado por Rosa Regis em 15/11/2009
Reeditado em 07/02/2017
Código do texto: T1925272
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre a autora
Rosa Regis
Natal - Rio Grande do Norte - Brasil, 72 anos
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