TEMPESTADE NÃO É BRISA...




Como se diz normalmente
E de um azul celestial!
Mas foi assim de repente
Até um pouco anormal,
Que o céu que estava azul
De repente escureceu
Acho que de Norte a Sul
Torrencialmente choveu.

Uma chuva que acabou
Transformando-se em tempestade
De repente o céu desabou
E aconteceram desastres
Como o que aconteceu
Mais longe, nas Filipinas...
No Brasil também choveu
Em vista de lá, foi neblina.

Mas foi lá, no Rio Grande,
Onde ela fez mais estragos
Onde a grandeza se esconde
E o povo trafega a nado.
Pena é que os saqueadores
Aproveitando o tumulto
Não pensam nos sofredores
E vão saqueando tudo.

Aproveitam da desgraça
Dos que estão desabrigados
Um pingo de amor não passa
Nos corações deformados.
Revoltada a natureza
Com tanta devastação,
Vem cobrar até da pobreza
Ignorando o perdão.

Vento a trezentos por hora
Segue em frente devastando,
Não se lamenta nem chora
Por quantos estão chorando.
Paga o justo e o pecador
Um preço alto demais
Paga até quem já pagou
Em outros tempos atrás.

A natureza bem que avisa
Mas são poucos os que entendem
Tempestade não é brisa
Isso todos compreendem...
Mas seguem na contra mão
E ela então vem cobrar,
Se o preço é justo ou não
Todos têm que pagar.