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                  "PRINCESINHA DO AGRESTE PARTE 2".


28º.

Pegou um barquinho a remo

Foi descendo rio abaixo,

Mas teve o susto maior

Quando chegou ao riacho

Viu pedaços da canoa

Boiando na água em baixo.

29º.

Ele sentou numa pedra

E viu seu pranto descer,

Por que tão longe de casa

Sua filha veio morrer

Agora era achar o corpo

Não tinha mais que fazer.

30º.

Enquanto isso a Ritinha

Nem longe dali estava,

Não sabia que seu pai

Lá no rio a procurava

Mesmo se a encontrasse

Nem com chicote a levava.

 

31º.

No rancho velho a Ritinha

Já convenceu a cigana,

Deixá-la seguir viagem

Com a sua caravana...

Já bem longe da madrasta

Fazia uma semana.

32º.

O coronel muito triste

Pelos cantos só chorava,

Uma tragédia daquela

Ele jamais esperava

Sem saber que sua mulher

Sua filha maltratava.

33º.

Ritinha por sua vez

Fez dos ciganos família,

Pra ela viver sem rumo

Estavam as mil maravilhas

Só sentia que seu pai

Tinha perdido uma filha.

34º.

Ela andava mundo afora

Já com costumes cigano,

Ia de um estado a outro

Isso já fazia um ano

No seu pensamento achava

Que estava passeando.

35º.

Um dia ela passava

Por aquela região,

Quis visitar o seu pai

Montada num alazão

Quando ele a viu quase morre

De ataque do coração.

 

36º.

Foi parar na UTI...

Dentro daquele hospital,

Só ela não entendia

Por que ele passou mal

Ao recobrar os sentidos

Chamou-a cara de pau.

37º.

Ela perguntou ao pai.

- Por que me tratas assim?

- Isso já faz mais de um ano

Bateu saudade em mim...

- Nem sabe por que fugi

Talvez nem goste de mim.

38º.

O velho falou pra moça.

-Pensei que estivesse morta,

Por isso levei um susto

Quando te vi lá da porta

Agora sei que está viva

Isso pra mim é que importa.

39º.

Pediu pra todos saírem

Ficaram a sós no quarto,

Já passara o perigo

Daquele terrível infarto

Ficaram os dois conversando

Colocando em dia os fatos.

40º.

Ela falou da madrasta

De todo o seu sofrimento,

Os maus tratos que sofria

Tudo naquele momento

Contou que um cigano tinha

Lhe pedido em casamento.

41º.

O pai não esbravejou

Recostado ali no leito,

Só disse que o casamento

Tinha que ser do seu jeito

Que trouxesse o noivo ali

Pra conhecer o sujeito.

42º.

Uma semana depois

O coronel teve alta,

Pediu pra filha ir com ele

Pois ela fazia falta

Prometeu que sua mulher

Ia mandá-la catar lata.

43º.

Ritinha agora feliz

Casada com um cigano,

Morando ali na fazenda

Deixou de andar viajando

Letrinhas por linhas tortas;

Deus escreveu o seu plano.

FIM.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Antonio Hugo
Enviado por Antonio Hugo em 03/07/2007
Código do texto: T550491
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre o autor
Antonio Hugo
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 63 anos
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9 e-livros (7809 leituras)
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