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Meu Sertão

Tenho tristeza em falar do meu sertão,
lugar castigado pela seca o sertanejo
tem a certeza que a chuva logo chega
para molhar sua plantação.

Meu sertão do chão rachado,
onde a seca mata o gado
os ossos ficam espalhados
é de corta o coração.

Meu São José do Egito,
meu sertão do ceará,
todo esse povo querido
que espera a chuva chegar,
o verde do pasto foi esquecido,
a sede é de matar,
não da para plantar
um pé de milho para
meu gado se alimentar.

O meu sertão abençoado
que falo com prazer,
que o sonho do sertanejo
é ver o flor do mandacaru aparecer,
mas quando aparece
é chuva que tá chegando,
a tristeza do povo logo vai passando.

Meu sertão lindo por natureza
se chovesse mais não tinha
tanta tristeza, mas vou pedir
para Deus que a chuva venha
para o povo, que aqui cada
gota de água vale mais que ouro.

Meu sertão de Pernambuco
onde a seca é de matar,
o gado morre de sede,
e cai sem poder levantar,
meu lindo sertão,
cadê o verde do teu pasto,
também não ouço o canto dos pássaros.

Meu sertão pernambucano,
onde era colorido agora está
preto e branco, aqui se acordava
cedo e via a alegria do gado, agora só vejo
terra não tem mais pasto.

Termino minha poesia
com meu coração apertado
que Deus mande
chuva para salva meu gado.



Jairo de Souza
Enviado por Jairo de Souza em 08/02/2018
Reeditado em 28/02/2019
Código do texto: T6248814
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Jairo de Souza
Artur Nogueira - São Paulo - Brasil, 35 anos
119 textos (4827 leituras)
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Jairo de Souza