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REFLEXÃO

Na vida de todos nós
Sempre se contém um quê
Nada por casualidade
O que ocorre com você
Observe e fique atento
Cada fase no seu vento
Espere e veja o porquê.

Levante-se do seu tombo
Não fique contrariado
Abrace sua jornada
E faça o seu traslado
Não lastime o incidente
E siga bem calmamente
O seu caminho calado.

Não se lamente na dor
Mas fique de sentinela
Saiba como suportá-la
Logo aprenda com ela
Demonstre a paciência
Jamais faça resistência
Sorri diante dela.

Aprenda a dominar
A pequena mesquinhez
E se tropeçar no erro
Principie tudo outra vez
Na aflição ou na alegria
E dê graças todo dia
Pelo que Deus já lhe fez.

E palavras tão profanas
Não dirija a ninguém
Quaisquer ocasiões dessas
Pois lhe retornam também
E tente ser mais gentil
Abandone o orgulho vil
Pratique somente o bem.

E não contemple os outros
Com seu olhar fulminante
Pois se veja no espelho
Você é tão semelhante
Tão quanto aquele irmão
Que marcha no mesmo chão
Que desliza seu pisante.

Não iniba seu caminho
E não faça inimigo
Acompanhe sua trilha
Não ofereça perigo
Estenda a vossa mão
Ao encontro do vosso irmão
Procurando ser amigo.

Pois não reclame da vida
Viva-a intensamente
Tire a máscara do rosto
E seja mais paciente
Suporte a sua dor
Dissemine com amor
O grão da sua semente.

Seja em qual for o grau
Da ofensa recebida
Não dê ouvidos a quem
Só recrimina a vida
Nem fique sobressaltado
Quando ficar deparado
Numa trilha sem saída.

Apare bem essas pálpebras
Do seu globo ocular
Veja apenas somente
O que pode enxergar
Retire bem o argueiro
Cá do seu olho primeiro
Para depois ajuizar.

Perante seus desafios
Saiba como enfrentá-los
Os nós que a vida dá
É preciso desatá-los
Não deixe para o outro dia
Numa outra travessia
Você pode reencontrá-los.

Não abuse do poder
Durante o seu existir
Porque na própria escala
Você conseguiu subir
Na mesma velocidade
A sua tal vaidade
Um dia pode cair.

Então seja camarada
Abrande seu coração
Já que o amanhã é incerto
Hoje é apenas exceção
E procure caminhar
Sem querer extrapolar
O limite da razão.

Também não seja agressivo
Na sua peregrinada
Desde o primeiro degrau
Ao derradeiro da escada
Então seja mais modesto
Sem fazer nenhum protesto
Siga na sua escalada.

Saiba suportar a inveja
Exonere a ganância
Não adube a preguiça
Rejeite a ignorância
Cultive a inteligência
Viva a sua existência
Com bem menos arrogância.

E perdoe com carinho
As queixas do seu rival
Retire todas as provas
Que existem no tribunal
Anule qualquer rancor
Cultiva paz e amor
E condene todo mal.

Não fique preso nas rédeas
Do vício e da violência
Sensato é aquele que
Convive com sapiência
Abomina a ostentação
Medite na preleção
Perante sua incumbência.

Quem olha só para si
Só dificulta a estrada
Durante o seu traslado
Da vida não aprende nada
De tantas vindas e idas
De descidas e subidas
Perde-se na caminhada.

A felicidade estar
É no lago interior
O que está no externo
E pouco tem de valor
Não permaneça a esmo
Olhe para você mesmo
Desfrute desse sabor.

O pior cego é aquele que
Ver e não quer enxergar
Quem pensa que a vida
Foi feita para brincar
Está no contratempo
Perdendo o seu tempo
Em vez de se aprimorar.

Quem pensa ser feliz
Não compra felicidade
As coisas boas da vida
Estão na simplicidade
A emoção virtual
É viver no fantasmal
E na infelicidade.

Não oculte os valores
Que a vida lhe ofereceu
Procure ser mais sincero
Com o que Deus já lhe deu
Percorra sua estrada
Não atropele a escalada
Conduza-se no seu “Eu”.

Não acelere sua rota
Deixe a vida lhe gerir
Observe ao seu redor
O que ainda pode vir
Chora, mas de alegria
Viva a vida todo dia
Para a vida lhe sorrir.

Aprenda ser cauteloso
Com o vosso exterior
Não se coloque acima
Nem se seja superior
Não perca a humildade
Nem sua simplicidade
Escute o interior.

Quem anda sobre o trilho
Sabe aonde quer chegar
E por mais extenso que
Seja então seu caminhar
Siga pacientemente
Sua missão firmemente
Não se deixe fraquejar.

Se você sentir fadiga
Suporte silenciado
Pondere-se e relembre
Quem já foi chicoteado
Com a sua cruz nos ombros
Ali, acolá, aos ressombros
Seguindo a missão calado.

Não viva de aparências
E seja mais vigilante
Observe aquela estrela
Tão longe e cintilante
Pois você pode luzir
Se quiser e consentir
Para sentir-se um mutante.

E perante os ditames
Pelos caminhos da vida
Não questione sua dor
Por mais que seja doída
E feliz daquele que
Perceber o tal porquê
Na estrada percorrida.

Quando receber insulto
Não se abale com isso
Só mesmo ignore o fato
Seguindo seu compromisso
Você irá perceber
Quem tanto quis lhe ofender
Na expiação tão omisso.

Quem procura artifícios
Para a vida manipular
Está mesmo é se iludindo
Perante seu caminhar
Por isso meu caro amigo
Fique sempre bem consigo
Se não quiser se arranhar.

Quem tem juízo obedece
Antes de qualquer ação
Você sabe que a vida
No trajeto: - expiação
As horas são demarcadas
Bem de perto vigiadas
Redobrando a missão.

Viva o quanto puder
Na verdade e na razão
Sempre escute e obedeça
A voz do seu coração
Por Jesus de Nazaré
Distribua afeto e axé
Faça uma reflexão.


FIM.








Francisco Luiz Mendes
Enviado por Francisco Luiz Mendes em 15/04/2018
Código do texto: T6309294
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Francisco Luiz Mendes
São Caetano do Sul - São Paulo - Brasil, 64 anos
11 textos (372 leituras)
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