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DEPOIS DA ETERNIDADE

I
Todo homem bem do siso
Será bem aventurado
Quem põe a mão no arado
Olhar pra frente é preciso
Vou voltar pro Paraíso
Pois, vim de lá, aliás,
Mostra os sagrados anais
Fui criado sem maldade
Depois da eternidade
Ninguém se concerta mais.

II
Aqui na vida terrena
O tempo passa depressa
Quem essa vida atravessa
Sem Deus, é de causar pena
Vive preso numa arena
Morte na frente e atrás
Levando a vida sem paz
Como preso atrás da grade
Depois da eternidade
Ninguém se concerta mais.

III
Examine com perícia
Donde vêm as criaturas
A matéria, as estruturas
Tudo que se tem notícia
Se essa obra é fictícia
Se tem Um Autor por trás
O Poder que fez, desfaz
Segundo a sua vontade
Depois da eternidade
Ninguém se concerta mais.

IV
Quem não crê, tem a fé morta
Bem pouco enxerga a matéria
Tem a visão de miséria
Não vê nada atrás da porta
Seguindo essa estrada torta
Anda pra baixo e pra trás
Mas ao Deus que tudo faz
Não dá credibilidade
Depois da eternidade
Ninguém se concerta mais.

V
Quem falou foi Deus de fato
Pela boca do profeta
Numa mensagem secreta
Em seu profundo relato
Colocando em limpo prato
Que no céu, seu trono jaz
E no inferno há satanás
Debaixo de autoridade
Depois da eternidade
Ninguém se concerta mais.

VI
O Deus no qual acredito
Muitos não podem enxergar
Por só visualizar
Matéria e não o espírito
Mas quando ouvirem o apito
Que a última trombeta traz
Vão querer sem poder mais
A paz e a liberdade
Depois da eternidade
Ninguém se concerta mais.

VII
Tomo os céus e terra em rosto
Hoje como testemunha
Contra vós, como alcunha
De que te tenho proposto
Vida e morte a teu gosto
Bênção e maldição sem mais
Escolhe pois, vida e paz
Pra tu e a posteridade
Depois da eternidade
Ninguém se concerta mais.

VIII
Quem não crê na vida eterna
Nem Inferno e Paraiso
Nascer de novo é preciso
Pra sair dessa caserna
Vive preso na caverna
Nas garras de Satanás
Só Jesus pode e é capaz
De pô-lo em sã liberdade
Depois da eternidade
Ninguém se concerta mais.

IX
No Livro da Lei de Deus
Aos homens está ordenado
Por Ele determinado
Morrer uma vez e adeus
Nem gregos e nem judeus
Indo, não voltam jamais
Nessa vida dos mortais
Quem não buscar a Verdade
Depois da eternidade
Ninguém se concerta mais.

X
Cá nessa vida funérea
Todos têm um livro aberto
E um Anjo segue de perto
Fazendo uma escrita séria
Suas obras são matéria
Grafadas em linhas gerais
E nos momentos finais
Fecha o livro e a liberdade
Depois da eternidade
Ninguém se concerta mais.

XI
Depois que o livro é fechado
Segue-se então o juízo
Quem não for pro Paraíso
Para o inferno é levado
Quem pensa no outro lado
Que pro Purgatório vai
Foi enganado demais
Não conheceu a Verdade
Depois da eternidade
Ninguém se concerta mais.
 
Thiago Alves

A Arte de Thiago Alves
Enviado por A Arte de Thiago Alves em 11/06/2018
Código do texto: T6361650
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
A Arte de Thiago Alves
João Pessoa - Paraíba - Brasil, 58 anos
143 textos (5696 leituras)
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