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Fernando Holiday o Capitão do Mato... (?)

Fernando Holiday, foi muito!
Foi muito prazer lhe conhecer
Pena que neste caso fortuito
Possa não vir a receber
Com amor o que tens a responder
A este pobre matuto

Ciro diz que lhe acha um capitão do mato
E eu me abufelo, juro e não acho
Com certo tom estupefato
Que tenhas sido capacho
De certas fêmeas e machos
Que tenha lambido os sapatos

Penso que tenhas sido pior
Ainda mais infame e passivo
Procurando, de suas dores, sentir-se melhor
Mesmo com esse tom agressivo
Sim, algo perfurante e invasivo
Este roteiro conheço de cor

Fernando Holiday, foi muito!
Muito bom estar em tua geração
Pois neste singelo caso fortuito
Dei calma à minha razão
Pois ao conhece-lo, capitão
Pude entender o que tentava há muito!

Agora eu consigo entender o Mano Brown
Em capítulo quatro versículo três
Onde ele fala de uns preto mal
Que desprezava a cor de sua tez
E com essa cruel desfaçatez
Nos conduzia para o curral

A frase consegue nos dizer tudo
De forma direta e muito clara
Consegue prever o absurdo
Que se estamparia em nossa cara
A imagem que satanás criara
Pra servir para sua obra, de escudo

Em troca de dinheiro e um cargo bom
Tem mano que rebola que usa até batom
Vários patrícios falam merda pra todo mundo rir
Há há! Pra ver branquinho aplaudir

Ser Capitão do Mato deve dar prazer
Principalmente para os cães
Que de outra forma não chegariam ao poder
Ao trair suas próprias mães
Sendo os piores charlatães
Que haveríamos de conhecer

A mentira passa e o tempo cura
Toda essa cruel imposição
Toda essa triste falcatrua
Que corta nosso coração
Toda vez que uma mão
Se estende pra nós na rua


Pedindo coberta e pão
Enchendo a cara de ruga
Vivendo um frio sem razão
Nessa triste madruga
E ainda tem quem abusa
Dessa triste situação

Olhe pra cor da pobreza
Que habita nesse país
Se tiver alguma destreza
Encontrará a raiz
De quem vive neste país
Nessa tremenda imensa tristeza

Fernando Holiday, foi muito!
Muito importante isso tudo dizer
Mesmo nesse caso fortuito
Pra depois você não se arrepender
De ter a oportunidade e não fazer
Por um simples e mero descuido

Pelo seu povo que sofre
E vê em você, sem dúvida, um ícone
Da possibilidade de um pobre
Poder falar no microfone
Neste parlamento que reúne
Os que têm a chave do cofre

Ninguém tá pedindo mais direito
Só não ajude a tirar aqueles que temos
Que no frio da madrugada
Há vários dias sem dormir direito
Gente de vários lugares, de todos os jeitos
Sofreu para ver a ideia realizada


Volte para tua origem
E entenda melhor o teu povo
Pra nas vistas não ter vertigem
Nem que tenha de começar de novo
Para sair de ver deste ovo
Antes que, a ideia, realizem!

De ver nosso povo de novo escravo
E a burguesinha, voltar a ser sinhá
Porque agora não somos mais eslavos
E o sinhozinho poder me acorrentar
Poder me chicotear
Poder maior para isso, vá... dá-vos!

Falta só um pouco para podermos nos amar
Falta só um pouquinho para podermos fazer
De tudo isso que acontece se passar
De toda feita que se disse, desfazer,
De todo sonho perdido, arremeter
E pra todo sonho futuro... Simplesmente... Amar!

Graciliano Tolentino
21 - 06 - 2018
Graciliano Tolentino
Enviado por Graciliano Tolentino em 27/06/2018
Código do texto: T6375437
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Graciliano Tolentino
Bertioga - São Paulo - Brasil
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4 e-livros (338 leituras)
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Graciliano Tolentino

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