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Destino e esperança

Com às lágrimas da tristeza eu
plantei a minha dor, em terra sem
Beleza o meu sofrimento brotou
o destino saiu pela porteira e
nunca mais voltou, a violência
me pegou de surpresa jogando
as cartas na mesa de quem ela
já levou  pois ela está presente
em todo lugar onde a gente for.

Sem o meu destino eu sai
andando pelo o mundo
uns me chamavam de
andarilho outros de vagando,
outros me perguntavam qual era
o meu destino?  me jugando pela
a cara só de ver um homem sujo
se eu tivesse de paletó e gravata
eu seria um homem justo, um
trapo valendo  mais que um
coração puro.

Procurei o meu destino aonde
existe fé, vi a fome no caminho
e o sofrimento de uma mulher
Implorando pela vida orando
com a Bíblia  para aguentar ficar
de pé, vi o padre na igreja pedindo
paz e união o  marido se confessando
por adultério e traição  se achando
livre de pecado que por Deus foi
perdoado por uma simples confissão.

Procurei o meu destino no meio
da desigualdade tenha muita
gente com a coração vazio
plantando o ódio no lugar de
amor e amizade se achando
diferente sendo que todo mundo é
gente e faz parte da sociedade.

Procurei o meu destino entre
a pobreza e a miséria vi gente
comendo lixo no meio da favela
vi homem honesto sendo tratado
como bandido pela classe média,
ganhei abraço de um político que
só fazia promessas, tinha uma
criança lendo um livro procurando
o seu destino na leitura de um poeta.

Procurei o meu destino na fartura
e na riqueza vi um menino deprimido
com um celular sobre a mesa fazendo
desperdício da sua
vida de rico sonhando em juntar
a família inteira, vi a ambição com
muito luxo e o coração escuro
e uma Alma sem pureza.

Procurando o meu destino vi
o desrespeito da criança o pai
estuprando filho com a violência
de uma banda eu   me perguntando
que tipo de gente faz  isso? são
monstros desfaçados com a cara
humana, vi a mulher apanhando
do marido jogada sobre a cama
com medo de ser morta por alguém
que diz que ama.

Vi um sonhador desiludido falando
que tinha perdido a esperança, me
perguntou: qual era o meu destino
eu disse: não sei aonde anda! dei
de cara com a mentira enganado
mais uma vida em tudo que ela
conta, pois digo que nesse
mundo perdido é difícil encontrar
um destino aonde o mal toma conta.

Vi gente  estressada compartilhando
ignorância tinha
um cego na praça enganando
quem passava e a única deficiência
era a falta de vergonha, vi um jovem
passando nota falsa para
um senhor que passava vendendo
Castanhas, Pois digo que é esse o
destino das pessoas que
a gente encontra.

Procurando o meu destino
encontrei a esperança ela disse:
refaça o seu caminho e olhe
por onde anda que seu destino
só vai embora quando a morte
chama se precisar pode me
chamar enquanto houver vida
há esperança.
Jairo de Souza
Enviado por Jairo de Souza em 11/08/2019
Reeditado em 16/08/2019
Código do texto: T6717693
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Jairo de Souza
Artur Nogueira - São Paulo - Brasil, 34 anos
119 textos (4707 leituras)
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Jairo de Souza