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CARTA DE UM CAIPIRA

COMO UM RIO QUE VAI SIMBORA
TU FOI EM DIREÇÃO AO MAR
AGORA QUÉ MEUS CARINHO
MAS SAIBA QUE NÃO VÔ DÁ
SO TE ACEITAREI DE VORTA
SE AS ÁGUA DO RIO VORTÁ

COMO AS NEVE LA DO CAMPO
TU PRA MIM JÁ DERRETEU
NÃO GOSTO MAIS DE OCÊ
POIS TU NUNCA GOSTOU DIEU
FOI TU QUE ME FÊZ SOFRÊ
AGORA O POBREMA É SEU

OS MEUS ZÓIOS MUITO CHORARO
POR MODE DA TRAIÇÃO
TU NÃO SABE O SOFRIMENTO
QUE CAUSA UMA ENGANAÇÃO
OIS TU CHORA DE SODADE
E EU RIU DE SASTIFAÇÃO

POIS ENCONTREI NOVO AMÔ
UMA CABROCHA MUNTO BELA
UMA MOÇA MUNTO PRENDADA
FORMOSA E AINDA DONZELA
POR ISSO JÁ TE ESQUECI
E OIS EU SÓ VIVO PRA ELA

AS NEVE VORTÔ PRO CAMPO
E NÃO VAI MAIS DERRETÊ
O RIO VORTÔ PARA O MAR
MAS VAI SÊ OBRIGADO A DECÊ
PARA TE LEVÀ DE VORTA
PRA NUNCA MAIS EU TÊ VÊ

POIS COMO UMA FÔIA SECA
QUE DO GÁIO SE DESPRENDEU
ROÍDO PELAS FORMIGA
DUMA ARVE QUE JA MORREU
VAI SIMBORA COM A CORRENTEZA
VAI PRA DONDE TU NASCEU

          FIM
Pedrão dos Cordeis
Enviado por Pedrão dos Cordeis em 13/01/2020
Reeditado em 17/01/2020
Código do texto: T6840945
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Pedrão dos Cordeis
Araquari - Santa Catarina - Brasil
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Pedrão dos Cordeis