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ASSÉDIO

Voejando veio o verso
Se insinuando para mim,
Mas como eu pouco converso
Dei-lhe um tiro de festim,
Foi parar noutro universo
Onde mora o querubim.

Não sou poeta ora essa
E não tenho compaixão,
Esse assédio só me estressa...
Não tolero muito não,
Mas ele vem e confessa
Por mim a sua paixão.

Toda noite é uma agonia;
Não consigo mais dormir,
Ele vem me acaricia
E diz que não vai sair,
Já parece uma fobia
Esse eterno persuadir.

Disfarço tudo o que posso
Para ver se ele se toca,
Às vezes até engrosso:
-Volta lá pra sua maloca.
Depois eu rezo um pai nosso
Senão chumbo a gente troca.

É do tipo pegajoso
E tem lá sua artimanha;
Me chama de preguiçoso
E com isso ele me ganha,
Não quer me ver ocioso
Então faço uma barganha:

Deixo ele fazer parte
Desde que seja em cordel,
E que ele entre com a arte
Que eu entro com o papel,
Antes mesmo que eu enfarte
E que vá acordar no céu.
Kid verso
Enviado por Kid verso em 15/01/2020
Código do texto: T6842623
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Kid verso
São José dos Campos - São Paulo - Brasil
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Kid verso