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DOM PEDRO II APRESSADO

Acordem, amigos!
Cantaram os galos!
Selai os cavalos
Que vamos montar!
Que quero chegar
De pressa na vila,
Pacata, tranquila,
Chamada PILAR!

Avançai-vos, amigos!
Apertem os cavalos!
Não temam resvalos
Que o dia está claro.
Tão limpo! Declaro...
Que engenho é aquele
Que vejo adiante?
— É o Santo Amaro.

Avançai-vos, amigos!
Fustiguem os cavalos!
Não temam gargalos,
Tropeços, cair!
Vamos por ali!...
Que engenho é aquele
Que vejo adiante?
— É o Tibiri!...

Avançai-vos, amigos!
Fustiguem os cavalos!
Que belos regalos
Que o vento agita:
Que cana bonita!...
Que engenho é aquele
Que vejo adiante?
— É o Santa Rita!...

Avançai-vos, amigos!
Fustiguem os cavalos!
Que campo, que prado!
Que bela visão
Daquele torrão!...
Que engenho é aquele
Que vejo adiante?
— É o São João!...

Minha comitiva
Ficai bem ativa,
Prestai atenção!
Parai os cavalos
Aqui neste chão;
Paremos, com fé,
E tomemos café
No Engenho São João.

Avançai-vos, amigos!
Selai os cavalos!
Avante aos embalos,
Sem demorar!...
Vamos avançar
De pressa pra vila,
Pacata, tranquila,
Chamada PILAR!

Avançai-vos, amigos!
Fustiguem os cavalos!
Prossigam escalos
Por esse bombordo.
Que gado mais gordo!
O dono quem é?...
— Esse gado que vês
São todas as reis
Lá do Santo André!

Avançai-vos, amigos!
Fustiguem os cavalos!
Contemplem os vales!
Que pasto! Que gado
Da raça zebu!
Que engenho é aquele
Que vejo adiante?
— É o Maraú.

Atenção comitiva!
Aqui tem lenitiva,
Tem mel de uruçu,
Pra mim e pra tu!...
Valeu nosso esforço,
Parada pro almoço
No Engenho Maraú.

Avançai-vos, amigos!
Selai os cavalos!
Avante aos embalos,
Sem demorar!...
Vamos avançar
De pressa pra vila,
Pacata, tranquila,
Chamada PILAR!

Avançai-vos, amigos!
Fustiguem os cavalos!
Saudai os vassalos
Que fez a fortuna
De toda comuna!...
Que engenho é aquele
Que vejo adiante?
— É o Engenho Una!...

Avançai-vos, amigos!
Segurem os cavalos!
Desviem desses valos
Com muita prudência
E com sapiência;
Que engenho é aquele
Que vejo adiante?
— É o Paciência...

Avançai-vos, amigos!
Fustiguem os cavalos!
Parai quando eu paro
E correi quando eu corro.
Que engenho é aquele
Encostado num morro?
— Aquele engenho
É o Engenho Socorro.

Avançai-vos, amigos!
Fustiguem os cavalos!
Que o rio está raso,
Podemos passar,
Que medo não dá...
Que engenho é aquele
Que vejo adiante?
— É o Itapuá!...

Avançai-vos, amigos!
Fustiguem os cavalos!
Sem mais intervalos,
Oh bons cavalheiros!
Que engenho é aquele
Com belo bueiro?...
— Aquele engenho
É o Engenho Oiteiro!

Avançai-vos, amigos!
Fustiguem os cavalos!
Que bosques bonitos
Com pés de cajá,
De manga e cajú!
Que engenho é aquele
Que vejo adiante?
— É o Itaipú!...

Avançai-vos, amigos!
Fustiguem os cavalos!
Que casa tão grande!
Que belo esplendor!...
Que engenho é aquele
Que vejo adiante?
— É o Corredor!...

Avançai-vos, amigos!
Fustiguem os cavalos!
Esqueçam dos calos,
Já vamos chegar!
Olhai-vos! É a vila
Pacata, tranquila,
Chamada PILAR!

Parai, meus amigos!
Desçam dos cavalos!
Chegamos na vila
Chamada PILAR!
A Deus agradeço,
Agradeço e louvo,
Mas cadê o povo?
Cadê? onde está?...

© Antonio Costta
(Trecho do cordel "VISITA DE D. PEDRO II À PILAR-PB")
ANTONIO COSTTA
Enviado por ANTONIO COSTTA em 22/07/2020
Reeditado em 24/07/2020
Código do texto: T7013113
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre o autor
ANTONIO COSTTA
Itabaiana - Paraíba - Brasil, 48 anos
888 textos (122505 leituras)
51 áudios (1087 audições)
9 e-livros (278 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 22/09/20 21:21)
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