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NO TEMPO DOS ENGENHOS

Os engenhos de açúcar
Fez fortuna neste agreste,
Prosperou a Paraíba
A um preço caro, inconteste!
Porque toda a mão de obra,
Sem perdão, sem dó, sem sobra,
Era escrava no Nordeste!

Os engenhos fabricavam
Muito açúcar, rapadura,
E até mesmo a cachaça,
Consumida com fartura.
Enquanto que prosperava
Por aqui os coronéis,
Os escravos apanhavam
Com correntes nos seus pés!

A esse preço tão caro
Desenvolveu-se a cultura,
O dono da terra, avaro,
Com a cara fechada, dura,
Tratava, pois, seus escravos
Com tamanha ditadura,
Que os coitados só tinham
Direito a comer farinha,
Muitas vezes sem mistura!

Assim Pilar se expandiu,
Tornou-se terra importante,
Conhecida no Brasil
Por produtora possante
De açúcar bom e constante,
Cultivado nas vazantes
Do Paraíba do Norte.
Por causa do desempenho
De seus quarenta engenhos
Pilar se tornou tão forte!

Que até Dom Pedro II
Veio à Vila do Pilar,
Fez questão de conhecê-la,
Queria lhe contemplar.
Foi no século XIX,
No ano cinquenta e nove,
Que seu Beija-mão promove
Para os nobres do lugar!

Pilar viveu sua glória
Nos primórdios do país,
Que pena que escravocrata,
Cobrando dura cerviz!
Pois a história é que diz
Que nenhuma prosperidade
Paga o preço da liberdade,
De ir e vir... de ser feliz!!!
ANTONIO COSTTA
Enviado por ANTONIO COSTTA em 29/07/2020
Reeditado em 30/07/2020
Código do texto: T7020017
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre o autor
ANTONIO COSTTA
Itabaiana - Paraíba - Brasil, 48 anos
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51 áudios (1087 audições)
9 e-livros (278 leituras)
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