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É SENSATO TER "BOM CENSO"

Sei que o amigo leitor
Sabe o valor de um Censo
Mas em meio a pandemia
E este momento tenso
Da política nacional,
O governo federal
Tentou dar-lhe por suspenso.

Qual será a intenção
Dessa medida tomar?
Assim tão abruptamente
Nosso censo cancelar?
Será que aquele chavão,
Tão dito na eleição,
Está longe de alcançar?

Não sei o que ele quer
Com esta sua lorota
Logo o censo, um conjunto
Estatístico que remota,
As mais antigas nações
E as suas populações
Contando e tomando nota.

Na China, antes de Cristo,
O censo já se fazia;
Moisés, grande patriarca,
Usando a sabedoria
Mandava contar seu povo
Do mais velho ao mais novo
E o rebanho que havia.

No Egito a contagem
Era feita anualmente
Mostrando que o faraó
Sabia usar a mente
Para tudo organizar
E mais fácil governar
Seu Estado, sua gente.

Os romanos e os gregos
Grandes censos comandaram
No governo Servo Tulio
Os censores calcularam
População e riqueza
Com os dados sobre mesa
Fortes exércitos formaram.

No tempo medieval,
No continente europeu,
Também se fazia o censo
Pra contar o povo seu
Nos domínios mulçumanos
E entre os italianos
Censo sempre aconteceu.

Guilherme, o conquistador,
Que guerreou várias vezes,
Fez o Doomaday Book,
Maior censo dos ingleses;
Neto de Carlos Martel
Carlos Magno foi fiel
Na contagem dos franceses.

Muito antes de Colombo
Pisar neste continente
Os Incas já registravam
De uma forma inteligente
Num sistema engenhoso,
Preciso e invejoso,
A contagem de sua gente.

Já na Idade Moderna
Eram os bispos que contavam
As famílias do lugar,
Registravam e guardavam
Sabendo assim, doravante,
É católico ou protestante
Os que ali habitavam.

Registrou-se em Quebec
O censo oficial.
Mil seiscentos e sessenta
E seis foi a data tal,
Na Suécia em sequência,
E seguindo a mesma essência
Foi pra Islândia, afinal.

Chegando o ano de Mil
Oitocentos, cinco, três
Num congresso de estatística,
Em Bruxelas é a vez
De normas serem criadas
Amplamente divulgadas.
Censo ganhou sensatez.

Chegou a modernidade
Para prática de contar
Quem é rico, quem é pobre
Registrar e divulgar
Seguindo ritos e planos
Sempre de dez em dez anos
Sem nunca, nunca falhar.

País que não realiza
Ou quer o censo suspender
Com certeza tem governo
Que quer algo esconder
Sendo assim exigir
Esta contagem cumprir
É o que temos a fazer.

Benildo Nery
Um poeta de Montanhas/RN
Benildo
Enviado por Benildo em 04/05/2021
Código do texto: T7247827
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre o autor
Benildo
Montanhas - Rio Grande do Norte - Brasil, 47 anos
19 textos (343 leituras)
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Benildo