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Falando Um Pouco De Mim
 
Escrevo tanto sobre o amor, histórias  que me contam  e   fantasiando ainda mais para dar ênfase a história vivida de cada um.
 
Escrevo sobre meus bichos, minhas netas, minha família, sobre os amigos e hoje resolvi falar um pouco de mim, de uma Mulher que muitos não conhecem.
 
Quando criança sofri muito com a ausência de Meu Pai, (Se mandou por ter cometido um grave erro, erro esse que o levou a fugir e por não poder voltar, foi viver  a vida , e arranjou outra mulher....) daí começou o grande   sofrimento que Eu, Minha Mãe e irmã , vivemos. 
 
Ao completar 09 anos de idade até fome passávamos depois fui crescendo entendendo um pouco melhor a vida, e pelos amargos que a vida estava nos trazendo, que não é nada mais do que colher o que plantamos, no caso o que Meu Pai plantou, e que acabamos  colhendo infelizmente...
 
Minha Mãe foi Pai e Mãe soube nos acarinhar e se matar de tanto trabalho para não faltar o básico que era alimentação, como lutou essa mulher, saia às 07:00 da manha e retornava as 22:00h.,     como essa mulher sofreu...
Descobrimos eu e Minha Irma que Ele tinha uma Mulher e mais 05 filhos, minha  mãe preocupada com que meu Pai se fosse resolveu mês a mês pagar um orfanato para as sete crianças.
Que ironia  do destino, quem se foi,  foi ela,  as crianças  que já não eram mais crianças nem precisaram do orfanato
 
Meu Pai uma vez disse;
- Desses 05 filhos eu nunca  vou me separar.
Outra ironia do destino.
 
Fiquei por um Periodo com uma das minhas irmãs para tratamento de saúde.  Vanilce que tão prematuramente nos deixou...
 
Também  fiquei com meu Pai  e os gêmeos Vagner e Vinivicus por  01   ANO.
 
Claro que minha irmã  Teresa  também fez e muito por Ele
 
Meu pai ficou doente, os 07 filhos da outra Mulher que Ele nunca deixou passar fome e que nunca os abandonou, ficaram com ele po rum tempo, mais um dia ele passou mal estava sozinho e la ficou  caido até  eles chegarem.
 
Mas seu rompante, seu autoritarismo não mudava em nada, pelo contrário, só piorava, cuidava dele e Ele revoltado com o que estava vivendo, descarregava em mim, engraçado, eu o alimentava e tudo mais...
Uma época sem poder ficar com Ele, o coloquei na casa de alguém Muito importante para nossa família Shirley Carmem, a babá de meus filhos,  de meus Pais e de minhas netas.
Essa mulher que também  foi madrinha de casamento dos meus dois filhos para ´mim faz parte da  família é um ser iluminado, agradeço sempre a Deus ter colocado esse anjo na nossa vida.
Ela ficava com Meu Pai, sendo por Ele xingada e etc...
 
Eu cuidei Dele até quando pude.
Dependente e cego de uma vista tive que colocá-lo no Asilo, mas antes disso, me pediu perdão, eu então falei; quem tem que lhe perdoar é Deus, Eu já te perdoei faz tempo.
 
Depois  foi para casa de uma das Filhas  da Valquiria, foram um pouco mais de dois anos de muito sofrimento, para Ele até  que chegou dia que Ele descansou.
 
Hoje tenho tudo o que na época da minha infância e adolescência eu não tinha, até mais do pensei ter um dia.
Fome, nunca mais eu passei, pelo contrário, tento tirar a fome de quem está na rua e pede o que comer.,  Faço  trabalho de doação, apadrinho crianças, enfim tento  fazer a minha  parte.
 
Tenho 63 nos, uma bagagem pesada de muito sofrimento, muita dor, muita injustiça e Muita, mas muita decepção. Cada vez que caía me levantava mais forte e mais simples eu ficava.
 
Sou simples sim, uma simplicidade que às vezes incomoda aos outros, simples na maneira de me vestir, de ser, de ver a vida, porque sei que quando eu morrer e chegar ao plano superior, quem sabe ficarei em alguma colônia para dar mais valor ainda à simplicidade que lá existe.
Hoje ainda sofro, constrangimentos, humilhações, decepções e sempre de cabeça em pé
Nada nem ninguém conseguirá tirar de mim a alegria de poder dizer Tenho uma família que amo, tenho 05 netas que são o meu maior tesouro, tenho amigos, poucos  porém   verdadeiros.
 
Não exijam de mim aquilo que não posso dar, aceitem sim, o carinho, o respeito e a admiração que tenho por você que está lendo, e também por aqueles que já passaram pela minha vida e por algum motivo se afastaram.
 
Essa sou eu, sem tirar nem por, simplesmente uma mulher, que aprende a cada dia a amar sem esperar nada em troca, a ajudar sem ser ajudada, a respeitar e te aceitar como você é, mas querendo também ser respeitada e que me aceitem como sou.
 
Um   pouco de mim, para quem ainda não me conhece no real, e nem aqui pelo virtual.
 
Nancy Cobo
Enviado por Nancy Cobo em 09/09/2008
Reeditado em 19/07/2017
Código do texto: T1169700
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Nancy Cobo
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 63 anos
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Nancy Cobo