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A ROSA E O JARDINEIRO

"Somente os extremamente sábios e os extramente estúpidos é que não mudam!" Confucio.

Como é recorrente a mudança em nossa vida. Estamos a todo tempo mudando, ainda que não saíamos fora do lugar. E o incrível é que há pessoas que acham que nunca podem conceber idéias fora de suas delimitações, como uma reta entre dois pontos. Ocorre que até mesmo essa idéia já caiu por terra, uma vez que entre dois pontos não mais é concebível uma reta e sim, um arco. É a evolução da ciência.

Claro, notório e translúcido é que alguns valores nunca mudam. Estão atrelados a nosso "eu", e que bom que seja assim. Um mero exemplo é a honestidade, não tem jeito, é um valor intrínseco, dito por alguns "de berço".

Um dia desses, quando estava realizando uma caminhada num parque, ao passar próximo a um jardineiro que constantemente o vejo cuidando das plantas com enorme carinho, não aguentei a curiosidade e lhe perguntei: por que olha tanto para esta rosa? Em resposta atenciosa respondeu-me: "não sei o por quê, mas em todos os lugares aonde replanto esta roseira, ela sempre é muita grata, vira e mexe, está cheia de rosas, enquanto têm outras que pode-se colacar todos os tipos de adubos que não resistem e morrem."

Pois bem. Até pareceu simples a resposta daquele jardineiro, mas o que mais me inquietou foi sua maneira objetiva e resoluta em responder com total conhecimento empírico da causa. Outrossim, abstrai-se nesse exemplo do jardineiro, várias possibilidades para o nosso viver, é dizer: quantas "roseiras" já plantamos em nossas vidas? E quantas foram as que nos brindaram com suas rosas?

Engraçado que há amigos que podem se passar o tempo que for, mas ante a surpresa do reencontro, estão sempre como a roseira que tanto o jardineiro olhava - cheia de rosas - e quantos, embora nos sacrifiquemos para entregar o melhor de nós, ainda assim, não resistem à mínima distância.

Voltaire dizia: "Há pessoas que não trocam de camisas nem de idéias, isto porque não têm umas nem outras!"
E como é interessante conceber novas idéias. Partindo do pressuposto de que o jardineiro estava correto, como é bom verificar e vivenciar um grande amor... que embora em terrenos não muito bons, ainda assim, surpreenderia até Willian Shakespeare.

Falo isso, não saudosamente recordando algum grande amor, mas sim, em saber que sempre haverá roseiras aptas a qualquer terreno e, não obstante, também, depararemos com roseiras que, ainda que adubadas e regadas todos os santos dias, não fruirão a beleza da vida.

E que beleza é essa senão o amor? Amor à rosa. Amor a vida, enfim, amor aquelas roseiras que lutam e conseguem vencer os obstáculos que lhe são entregues, e, quando menos se espera, estão viçosas, prontas para serem apreciadas.

A você rosa, que não impede de que nos sintamos longe do paraíso! Muito obrigado pelo seu perfume.
Clovis RF
Enviado por Clovis RF em 17/10/2008
Código do texto: T1233632

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Sobre o autor
Clovis RF
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil
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