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Contemporaneidade

CONTEMPORANEIDADE

               
        Por vezes ficamos diante de situações constrangedoras e temos que decidir, quase que inconseqüentemente devido ao exíguo tempo disponível. Não poucas vezes, essas situações, ocorrem durante nossa existência e envolvem outras pessoas, animais, vegetais, recursos naturais em geral, etc...
       Àqueles que não queiram aceitar essa realidade, informo que estarão diante de duas opções: 1) Despem-se dos seus orgulhos; preceitos e conceitos e externam uma opinião menos traumática ao seu modelo imaginário de sociedade e comportamento cidadão ou, 2) Recolhem-se à insignificância dos homens omissos, despreparados e incapazes de aceitar uma situação adversa, mesmo que temporária.
       A virtude do pensar, analisar, julgar e emitir uma opinião, são condições básicas que diferenciam o ser humano dos demais seres, tidos e havidos como irracionais. Portanto, se Deus ofertou-nos essa dádiva (ou castigo?), foi no sentido de até poder entender nossas posições diante de cada situação e estabelecer critérios para situar-nos no organograma da vida. Por isso, quando o homem pratica um delito qualquer, por menor que seja essa transgressão, deve ( ou deveria?) ser tomado pelo espírito de culpa e procurar uma forma de regenerar-se ou desculpar-se, para inclusive suportar-se e continuar sua trilha de vida, buscando firmar-se em seus princípios comunitários e, o mais importante, respeitar melhor os espaços e opiniões alheias. A partir desses entendimentos, a humanidade procura (ou não?) evoluir e mostrar-se mais solicita, doadora, pacificadora, paciente e compreensiva. Porém e não poucas vezes, emergem situações de desrespeito, indignações, furtos, agressões, crimes contra a fauna e flora, também contra o patrimônio de qualquer tipo e até suicídios. Também ocorrem as guerras, os atentados suicidas, mudam-se os hábitos e costumes, estabelecem-se novos regimes de domínio social, de formas administrativas, de legislações capazes de inibirem a saga dominadora, chegando ao limite extremo de mudarem os próprios Deuses.
       Apesar de hoje encontrar-se num mundo de tecnologia avançada, desfrutar de tantos benefícios e vantagens, poder decidir  sobre  os destinos dos outros seres,  porque o homem não é capaz de entender sua vida, origem e espaço? Porque entre os foguetes que alcançam Marte e tantos outros planetas e satélites, não surgem novos cometas de paz? Porque os casos de criminalidade, pedofilia, vícios e drogas perniciosos à sociedade, multiplicam-se incessantemente?
       Depois de sairmos das cavernas, deixarmos nossos tacapes, criarmos tudo isso que está à nossa disposição, ainda não percebemos que, ao aqui chegarmos, já existia o quase perfeito e mais sublime da existência, ou seja, um paraíso onde o equilíbrio e as interações, respeitavam-se e doavam-se, como querendo orientar-nos para a trilha que deveríamos percorrer. Então é óbvio optar-se pela primeira opção e entender que o certo, só se encontra depois de muitos erros e, a verdade após assimilarmos todas as mentiras. Aí, amadurecidos e conscientes, quem sabe, poderemos ser chamados de racionais?
       A omissão, jamais poderá contribuir com o desenvolvimento da humanidade! Aquele que não é capaz de mostrar seu próprio interior, já é rejeito da sociedade e, finalmente, os que ainda assim transgridem os princípios básicos de interação e equilíbrio, nem sequer precisariam ter existido. Viver bem é deixar que todos vivam igualmente.
Condorcet Aranha
Enviado por Condorcet Aranha em 22/04/2006
Código do texto: T143542


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Sobre o autor
Condorcet Aranha
Joinville - Santa Catarina - Brasil, 81 anos
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Condorcet Aranha