DE UM SONHO ÀS RECORDAÇÕES

Hoje eu através de um sonho voltei ao passado e não tão remoto, pois me fez lembrar depois de despertada tantas coisas do meu tempo de criança. Lembrei de que corria para tomar banho de chuva com outras crianças, caia levantava-me e tudo recomeçava e era tão divertido, como era o de costurar roupinhas para minha boneca de pano, a preferida, mesmo tendo algumas outras modernas.
Hoje eu despertei de um sonho, daqueles que se tem dormindo para retornar ao tempo onde ser criança era tão diferente da geração de agora e de volta ao tempo de criança eu até senti o cheiro dos doces e biscoitos caseiros, doas frutas colhidas no pé, tão saborosas e eram tantas as espécies que nem dávamos conta, por isso saia pela vizinhança distribuindo frutas com alegria e sem qualquer pretensão. Que saudade!
Até me vi no circo (MÁGICO CHANGUAI), quando pela primeira vez conheci de perto uma família de anões, pois os circos eram armados ao lado de nossa casa e pela amizade que se fazia com os artistas, não pagávamos ingresso. Era tudo um verdadeiro paraíso, tudo era lindo demais!
Hoje até lembrei-me de um único cinema que também era pertinho de casa e os freqüentadores tinham que levar as cadeiras e só nas matines, pois papai não nos deixava ir à noite e ainda teríamos que convencer dona Mariinha, uma senhora de idade que atendia aos pedidos de toda garotada da vizinhança para nos ver felizes.
Há, que saudade! Quanta saudade das brincadeiras na escola e com as crianças da vizinhança, quando brincávamos de amarelinha, de anel, cabra sega, de roda ou apenas de fazermos teatrinhos com auditório e cortina... Deus, quanta saudade! Lembro-me de quem ensaiava conosco, que eram, além de minha saudosa mãe, dona Geralda e Marfisa, que também no mês de maio, ensaiávamos o mês todo para no dia trinta e um (31) coroarmos Nossa (Senhora da Conceição), quando eu sempre era o anjo de coroar, naquela noite também a família homenageada era a nossa, por ser o aniversário do meu sempre querido e saudoso pai.
Como é doce recordar esses momentos! No mês de dezembro em todos os anos também, a mesma turma ensaiava o pastoril para encerrar as festividades natalinas com a queima da lapinha diante da Igreja de (Bom Jesus dos Passos) e a entrega do troféu, pois havia uma disputa entre o cordão azul e o encarnado.
Nossa! Passaria o resto da noite descrevendo minhas lembranças e, sobretudo minhas saudades de tudo e de todos. Assim ficarei por aqui, por agora, pois ainda há muito para ser lembrado e descrito, se é que com palavras conseguiria descrer.

Brasília 30/09/2009
Brasília, DF