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Os monstros que vivem em nós



Sempre pensei que podemos ter um lado negro – não obscuro, mas negro. Aquele, que quando chamado, vem e faz com que você se transforme.
Porém, lendo Stephen King, descobri outro termo que se aplica melhor a esta nossa transformação, por vezes temporárias, outras transformatórias, definitivas – Os monstros que vivem em nós.
Perceber que eles existem é um fato, deixá-los tomar vida é outra coisa. Muitas pessoas passam a vida inteira sem saber que eles existem, ou até mesmo sabendo, os mantém trancados. Mas em dado momento, eles escapam. Ah, se escapam!
Saber identificar este momento – o momento em que os monstros se libertam é coisa de gênio. Manter um monstro solto e ainda assim, ter controle da situação exige um grande exercício mental. É o mesmo que um jogador. Um jogador de Xadrez, que cada passo é feito matematicamente, é medido, pensado, analisado, e feito com o intuito do xeque mate.
Dizem que vingança é um prato que se come frio. Na verdade, a vingança é um monstro solto, pronto para atacar no momento certo. Salta e acerta a jugular, e depois senta e vê o sangue jorrar até a morte do oponente.
Para um monstro equilibrado existir, é necessário paciência, planejamento, análise das possibilidades e das necessidades. Ver além, antecipar os passos e ficar à espreita.
Se você sabe do que estou falando, significa que anda com seus monstros à solta!
Fátima Batista
Enviado por Fátima Batista em 29/11/2009
Código do texto: T1951596
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Fátima Batista
Santo André - São Paulo - Brasil, 56 anos
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Fátima Batista