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A VESTIMENTA DAS FLORES

Dentre as coisas que preciso ensinar aos meus novos alunos do curso técnico em agropecuária, agora no primeiro módulo, está a Botânica e a Fisiologia Vegetal; noções básicas para que eles aprendam a ver o Reino Vegetal e tenham uma idéia de como ele funciona para que possam aprofundarem-se no assunto quando o desempenho das suas funções profissionais assim o exigir, e, revisando a matéria, cheguei às plantas com flores, depois virão as criptógamas... Mas, como eu ia dizendo, cheguei às flores e me dei o luxo de ficar passeando um pouco na minha memória de flores, quantas eu já conheço, e sobre o fascínio quase hipnótico que a beleza delas me causa, verdadeiramente encantando-me, levando-me do olhar ao ver, do ver ao admirar.
E estava a pensar na beleza delas, capaz de fazer boa parte da humanidade dedicar-se a explorá-las economicamente e até roubar e matar pelo desejo de possuir as mais raras, quando veio a imagem do Mestre de Nazaré falando sobre elas e “estragou” tudo; o que tinha ele que dizer que nem o rei mais famoso daquele povo, nem no auge da sua glória, jamais havia se vestido como uma delas?  E eu que estava acostumado à mesmice do não refletir comecei a perceber que não era nada a ver com a fisiologia dos vegetais a beleza que eu via. É algo mais profundo, além daquilo que a inteligência do cosmos construiu para que as fanerógamas pudessem cumprir a sua função. Tem a ver com a simplicidade, com a harmonia de ser aquilo para o que existe, ou, como queiram, para ser aquilo para o que foram criadas. Então é certo ver que aquele rei estava muito a quem de compreender a si mesmo e sintonizar-se com a harmonia divina, pensei. Então, também, me parece certo ver que o Mestre queria dizer aos seus aprendizes que eles percebessem que a luz divina está em nós, que eles a deixassem fluir para a superfície de si mesmos, ultrapassando a grossa camada do ego, chegando à superfície da alma, vestindo-a de amor, vestindo-se de amor, sintonizando-se com a força criadora de tudo o que conhecemos e não conhecemos, coisa que as flores não sabem que é assim que funciona simplesmente porque elas são em plenitude para a sua função.
Ah, como somos complicados... Teremos ainda que esperar a ciência descobrir a nossa alma e começar a desvendar os seus mistérios para que possamos ser felizes; ainda bem que a Psicologia Transpessoal já é levada em conta por parte da humanidade e as primeiras perguntas começam a ser formuladas... (um fraterno abraço, minha amiga Luzia...)
Chico Steffanello
Enviado por Chico Steffanello em 02/02/2010
Código do texto: T2064942

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Sobre o autor
Chico Steffanello
Sinop - Mato Grosso - Brasil, 61 anos
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