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ASSIM É O AMOR


Então ficamos assim: em amor vale o borbulhar, o curso d’água, o poema. É que o amor tem seus meandros.

Mas, ah, as confusões do coração! A nossa ilusão maior no amor é acreditar mandar no curso natural das coisas. Num título lindíssimo, Fabrício Carpinejar diz que “o amor esquece de começar”. Isto me faz imaginar que, ao ser descoberto, o amor há muito está na estrada. Meio caminho andado, que seja, para os ressabiados no tema.

Água: assim é o amor. Inocente e essencial. De se perpetuar na pureza, sem juízo. Peter Pan na Terra do Nunca, somente amadureceria segundo as leis do coração. Se o amor, mais do que existir, precisa “ser”, ajuizado em amor é ser, e pronto. "É que para ser-se, há de se ser inteiro”. Então não é assim o amor, sem meios termos?

Mas o meu pensamento tamborila como os dedos num teclado... Como num romance, estão tão bonitinhas estas frases! Doce de colherada, tão adocicadas que dá vontade de... deletar. Pois se em literatura o que se prega entre as delicadezas não são os sustos, cores vivas entre as neutras,  palpitar de fogo sobre a placidez dos lagos?  E no amor? Mais do que palavras, gestos. E uma doce confusão, tal pássaro adormecido que, adormecido, ainda assim o víssemos pelos céus.

O Dia dos Namorados se aproxima. Que nesse dia o amor “seja” pra você. Verdade seja dita, neste dia e sempre, como sempre o são as coisas dos enamorados.

Cissa de Oliveira
Enviado por Cissa de Oliveira em 29/05/2010
Reeditado em 26/02/2011
Código do texto: T2288202
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Sobre a autora
Cissa de Oliveira
Campinas - São Paulo - Brasil
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