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AMOR, SEXO E INTERNET

                                           AMOR, SEXO e INTERNET
                                                  Maria Teoro Ângelo

    Há um lugar considerado ideal para viver sonhos e fantasias; um lugar perigoso feito de sons, palavras, imagens e muita imaginação. Um lugar que estimula a coragem, desperta os tímidos, enfraquece o pudor, o senso crítico e a censura interna.  Há pessoas imaturas e inconsequentes, mal-intencionadas e exibicionistas, ingênuas e desesperadas, prontas para usar ou serem usadas e colocar em prática os recursos de uma tela e uma câmera ligadas.
    Há uma pseudo- garantia de que basta desligar a máquina e tudo desaparece. Há uma leviandade em acreditar  nas pessoas virtuais. Há um perigo por trás de muitas relações amorosas via web como sequestros, golpes, assassinatos e muito sofrimento.
   Os jovens, detentores da sensação de onipotência, abusam dessas facilidades à sua disposição no conforto dos seus lares e quase sempre sem o conhecimento de seus pais ou responsáveis.
  Um meio de comunicação, que revolucionou o mundo, tão útil e prático para tantas coisas pode , quando mal usado, trazer prejuízos de toda sorte. Os adolescentes gostam de desafiar o perigo porque, nessa idade, em tese, há um enorme tempo futuro para refazer a vida, consertar os estragos, a menos que o desfecho tenha sido fatal.
  Mas nem só os mocinhos e mocinhas  passam dos limites da segurança. Homens e mulheres de todas as idades, levados pela facilidade e comodismo, se enveredam pelos sites de relacionamentos, pelas salas de bate-papo e por tantos outros sítios de comunicação e muitas vezes são iludidos, enganados, roubados e feridos.
  Os jovens pelo prazer do desafio, os mais velhos pela carência e solidão, os tarados pela satisfação dos instintos, os bandidos pela cobiça, os criminosos pela busca da presa se entrelaçam nesse mundo atrás da tela e se apresentam com todo o charme e idealização necessários para procurar companhia ou seduzir os incautos.
   Resta às pessoas adultas terem mais cuidado, resta aos pais o controle sobre o que os filhos fazem, não na proibição pura e simples, mas no diálogo na base da confiança. E a todos nós a obediência aos preceitos da moral, das leis, do bom senso e dos conselhos confiáveis como o que acabei de ouvir de minha neta de três anos num passeio pelos cômodos da sua casa: “ Meu pai falou que, neste quarto, a gente não pode mexer em nada, viu?. Só quando ele chegar e me ensinar a brincar no computador.”  Não é desde cedo que o broto deve ser encaminhado para o lado do sol? E não é em todo momento da vida que podemos aprender e modificar nossa conduta?
Lillyangel
Enviado por Lillyangel em 05/08/2010
Reeditado em 05/08/2010
Código do texto: T2420054
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre a autora
Lillyangel
Ituverava - São Paulo - Brasil
84 textos (10787 leituras)
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