Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto

Salva.

Mil vezes agradeço à palavra a mim apresentada em salva da mais pura matéria embora não tenha feito dela - palavra- o bom uso que merece.
Disse em outro escrito que a palavra é norma, mas que é também alforria. Liberta sou continuamente pelo verbo que me salva da total inaptidão.
Sou verbo e carne. Verbo e pele. Verbo e vísceras. Verbo e células. Sou verbo e emoção, principalmente.
O silêncio, para alguns, sábio, para mim é remédio amargo. Engulo de uma só vez e travo. Faço, exceção, somente ao silêncio partilhado em sagradas ocasiões.
Quero mesmo sorver palavras doces. Derretê-las como pedras de açúcar que são.
Quero-as em vermelho e preto. Em branco que é paz; em verde que é esperança e é sorte; em céu azul; em lilás.
Desejo o vocábulo como chocolate quente ou café aquecendo língua, garganta e coração.
A palavra pode levar-me à dor, mas, principalmente, cura-me de todas as dores do mundo.
À palavra, minha ou de outrem, concedo a mais sincera gratidão.

Evelyne Furtado
Evelyne Furtado
Enviado por Evelyne Furtado em 24/04/2011
Código do texto: T2928050

Copyright © 2011. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.

Comentários

Sobre a autora
Evelyne Furtado
Natal - Rio Grande do Norte - Brasil
974 textos (140411 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 11/05/21 06:32)
Evelyne Furtado