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Croniqueta para a Poesia

 
 
                    O tempo se enovela e nos arrasta, poetamos, mas nem todos nos decifram.Somos anjos arautos, somos esfinges,espéculos, tonel das Danaiades,caixa de Pandoras,relicários, sudários,graais,livros-das-sombras...
                     Todas as marcas do Mundo se redesenham nas faces de nossa alma e escoam pelos poros de nossa imaginação... Escrevemos como quem sorri, escrevemos como quem chora.Oferecemos nossos rebentos e muitas vezes, seguem nus, noutras,vestidos de orvalho ,numas, de cambrais bordadas...Em muitas ocasiões, malfeitores do verbo, roubam-nos a autoria.Ainda não há delegacias especializadas em crimes contra a Poesia.Quantos a deturpam ou trucidam, declamando-a mal ou analisando-a a dissecar nossos versos de forma grosseira?
                      Afinal, quem compreenderá nosso tanto de angústia existencial mesclado à nossa força de cantar?
                       Dia internacional da poesia, essa fantasia alada que em vão alça vôos altíssimos, sem ninguém para a alcançar, exceto outros poetas, mas esses...estão atrás do feijão e do pão!!!
 
Clevane Pessoa de Araújo , em 21/03/2005
clevane pessoa de araújo lopes
Enviado por clevane pessoa de araújo lopes em 14/07/2005
Código do texto: T34105


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Sobre a autora
clevane pessoa de araújo lopes
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil, 72 anos
555 textos (186095 leituras)
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clevane pessoa de araújo lopes