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MEU PEQUENO CACHOEIRO


Duas décadas, e o tempo passou, em 1986, o prefeito de Cachoeiro de Itapemirim procurava avançar ao máximo, cumprir meta básica em favor do bem comum, condições de vida digna para toda a população: “O meu objetivo maior é de dotar os organismos públicos de condições ideais para a execução de suas tarefas.”
Com a Lei nº. 2700, de  14/07/1987 sancionada, introduz uma significada mudança na Lei 2337, 10/06/1938, com isso, o prefeito pretende cumprir todos os projetos assumidos com seus eleitores.
A cidade  Princesa do Sul ganha novo estilo, desde o centro e o complexo industrial até os bairros periféricos.
Muitas histórias são contadas no desenvolver econômico da cidade, berço de uma cultura de pessoas famosas, as quais a chamam, docemente, de “A Capital Secreta do Mundo”.
As atividades de sua economia são famigeradas em todos os reinos: mineral, vegetal e animal; a princesa se orgulha da pecuária e seus derivados, cafeicultura à fruticultura, contando também com indústrias, dentre elas: calçados e cimento.
Circundada por belíssimos vales que embelezam suas montanhas é cortada pelo Rio Itapemirim, no passado caudaloso e alvacento, nos dias atuais muitas águas se perderam, mas seu nível é suprido pelas águas pluviais que, em época,  descem rente ao Pico do Itabira, chaminé-negro, sem poluição, torre da natureza, que coberto de névoa, nas tardes invernosas parece vestir-se de noiva.
Às margens do Itapemirim ergue-se uma imensa formação de granito, o Frade e a Freira, que conta a lenda foi um amor muito grande, porém proibido, mas forte do que  Romeu e Julieta. E por não poderem viver essa paixão pediram ao Criador que lhes transformam-se em pedras, assim permanecem unidos admirando um ao outro eternamente.
Encontra-se ainda, no seu elo cultural, grandes nomes de destaque internacional, filhos da terra: Rubens Braga, grande cronista, advogado, escritor e jornalista; Roberto Carlos, o rei da jovem guarda, cantor e compositor de músicas inesquecíveis, como “Emoções” e “Café da manhã”,  e conta-se que em seu tempo de estudante, ganhou de sua professora um talismã, do qual nunca se separava.
Não posso deixar de citar, Professor Gad Ferreira, grande incentivador  na fundação da Faculdade de Direito, e, também, da cultura no Município. “E a  fortuna, o prazer, a inteligência e o encanto... “ESCREVEU ESSE POETA. Sempre preocupado com as diferenças entre as classes sociais.
Cachoeiro, apesar de ser um município envolto em elevações, seu corpo não é muito acidentado. Suas ruas bem edificadas, totalmente modeladas, linha férrea e a praça principal foram reformadas, linha férrea e a praça principal foram reformadas; sobre o rio, vastos canos, esgotos canalizados, para que a água retorne limpa como no passado.
Um sonho que não foi possível provar, motivado pelo calor escaldante: a gigante torre edificada no centro da cidade que fazia chover e não choveu, para amenizar o calor, tornou-se piada nacional. Nos tempos atuais, fora de circulação, foi “Não”, foi jogada ao chão.
Tudo foi luta, pois progresso pode ser fracasso ou sucesso, vai deixar apenas a lembrança registrada na memória dos seus 194.604 habitantes, filhos, residentes, frutos da sua economia e de seu grande potencial.
Do livro “ELDORADO” 2007 > Alci Santos Vivas Amado

Alci Santos Vivas Amado
Enviado por Alci Santos Vivas Amado em 05/10/2013
Código do texto: T4512299
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Alci Santos Vivas Amado
Mimoso do Sul - Espírito Santo - Brasil, 74 anos
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Alci Santos Vivas Amado