"BULLYING": ANTIGAMENTE CHAMÁVAMOS ISSO DE "ENCARNAÇÃO"

Segunda-Feira, 14 de outubro de 2013

"BULLYING" : ANTIGAMENTE CHAMÁVAMOS ISSO DE "ENCARNAÇÃO"

Os tempos modernos estão muito diferentes do que já foi num passado recente. Digamos aí uns 50 anos atrás, por exemplo. Mas só quem possui uma idade acima disso é que pode dizer a respeito.

Há uma campanha muito forte nos meios de comunicação, com relação ao termo "bullying", seja lá o que isto queira dizer, mas todo mundo o sabe muito bem. E no entanto, este termo americano não passa do famoso termo que era aplicado aqui em nosso país nesse passado citado: "Encarnação".

Encarnação queria dizer uma pessoa implicar com uma outra por algum motivo. Geralmente por deboche; ou então para incomodar ao outro em uma ou outra situação. E era uma coisa muito comum de acontecer. Até mesmo havia discussões e brigas por causa disso. Mas no fim, entre mortos e feridos, todos se salvavam".

E a prova final disso é que todos aqueles que passaram pela tal encarnação de alguém, estão aí vivinhos da silva e sem nenhuma sequela. Nem tampouco carrega em si algum recalque ou complexo. Seja lá de que tipo for. E o exemplo maior disso é o próprio autor deste texto.

Quando menino, chegando a rapaz, fui das pessoas nesse mundo que mais receberam apelido dos colegas na rua. E cito eles: formigão; formiguinha; amigo da onça; cabeção; alú (uma abreviação do meu nome: Aloísio); marciano, dentre outros.

Óbvio é que isso realmente incomoda a quem sofre. Ninguém em sã consciência aprovará tal tipo de comportamento, seja lá de quem for. Mas nesses dias modernos, a coisa já passou dos limites. Isto porque as pessoas adquiriram o comportamento do que se pode chamar de "suscetibilidade suscetível". O que representa dizer que se ofende acima daquilo que deve.

Por outro lado, o que se vê hoje são comportamentos inadequados, inconvenientes, desrespeitosos e, por que não dizer, covardes. Sim, porque uma pessoa que ofende à uma outra de forma acintosa e violenta é, sim, uma pessoa covarde. Alguém encarnar numa outra, é um fato natural. O que não pode é exagerar de forma absurda. Nem tampouco buscar agredir, ridicularizar ou menosprezar seu semelhante. E isso é o que anda acontecendo nesses nossos dias atuais.

Mas ainda existe um outro aspecto nesse assunto. O fato de alguém ser acintoso em praticar bullying contra outra pessoa, mas da forma que se faz atualmente, buscando denegrir, ofender e até ferir seu semelhante, não é uma coisa normal. E nisso, temos que exigir dos sociólogos, antropólogos e psicólogos de plantão, uma severa postura contra tal tipo de coisa. E, principalmente, os agentes da lei. Que, nesses casos, têm que intervir de forma direta e rigorosa contra tal tipo de coisa e de gente.

Já fiz abordagem sobre o fato das pessoas só observarem os efeitos de certas situações. Mas o importante mesmo é atentar para as causas delas. E uma delas pode ser apontada como a degradação da família, onde os pais já não educam seus filhos dentro de um padrão regular, bem como já não possuem a autoridade necessária sobre eles. Por certo, está aí o início da busca para se por fim a tais tipos de absurdos comportamentais de muitos nesses nossos tempos modernos.

Aloisio Rocha de Almeida
Enviado por Aloisio Rocha de Almeida em 07/11/2013
Código do texto: T4560373
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