NOME

Ato II, Cena II, de ROMEU E JULIETA, Shakespeare: “Que há num simples nome? O que chamamos rosa, sob uma outra designação

teria igual perfume.” (Julieta).

Bem, o nome nos identifica, deve dizer quem somos, ao menos, do ponto de vista formal. Não só no mundo artístico, quantas pessoas na vida real ficam conhecidas e identificadas por apelidos ou designações diferentes de sua certidão de nascimento? O assunto surge em virtude de e-mail que recebi da filha, onde relata que meu netinho Vicente, de seis anos, chegou a casa com uma “árvore genealógica” feita na escolinha, com espaço em branco para escrever o nome do avô materno, que sou eu. Ele disse: “não me lembrei do nome do vô Zeca”. Na verdade, não precisava, já que pouca gente me chama de José Pedro e, quando tentam, algumas vezes trocam por João Pedro. O comum é estacionarem no Zé, Zeca ou no Conceição, que serve pra mim e para os meus irmãos, eliminando qualquer risco de deslize. Vô Zeca tá mais do que bom.