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PRONTO. FALEI

Uma rosa amarela para cada amigo. Mas antes gostaria de pedir um minuto de suas atenções.
O que eu penso sobre esse ataque zumbi de temática defunta que já enterrei faz tempo? Sinceramente, dispenso. Não vou sacrificar a minha privilegiada e jovial cútis com rugas de preocupação, nem olheiras insones com algo que já findou e nada me acrescentou.
A monetização de um relacionamento é algo que não consigo digerir. Aceito com naturalidade ser tratada como ninguém por alguém que só "assume" um ex relacionamento com outro alguém que tenha provado contra si um contrato de namoro, no qual se permite ser sugada, deixando de lado o tempo que poderia dar a si mesma na construção de seu projeto de vida.
Convivo muito bem e com consciência tranquila de haver edificado meu universo particular e enriquecido meu acervo cultural, respectivamente, numa vida paralela e numa vida pós relacionamento abusivo. Assim como não me deixo atingir pelas declarações rasas de quem só tem boato, rótulos e estigmas com instrumento de defesa para salvaguarda de seu precioso patrimônio das minhas "garras".
Baby, se eu realmente quisesse eu já tinha barganhado lá atrás.
Tanta eloquência em gritar não é exatamente o meu regojizo da vitória. Não entendeu? Jeitinho escorpiano de suturar os cacos do coração outrora partido, ou seja, fale mal, mas me eternize em sua mente.
Relacionamentos saudáveis já foram bem vividos e duraram o tempo que era para durar. Além de uns mais efêmeros que ficaram mais para contatinho do que para namoro - tudo vale, afinal diversão é solução sim. Sem lágrimas e sem dramas, vida que continua.
A todos que se proclamam bastiões dos bons costumes - mexericando, fofocando e futricando em nome da moral -, façam o que for preciso para proteger o patrimônio de quem quer que seja das minhas artimanhas, enquanto isso eu prossigo vivendo e convivendo com gente que sequer sabe de suas existências e preconceitos.
E em relação ao fato de se socorrerem em meu ex relacionamento abusivo - cremado e com as cinzas atiradas ao mar -, atribuindo razão às baboseiras do "desencarnado" muito mais por interesse e encanto material ao seu saldo bancário nababesco do que comiseração à sua miserável alma - que a vida muito bem me apresentou -, podem fazer coro quanto às minhas cifrárias intenções, pois também não me firo por suas existências, quiçá por suas línguas.
Para bom entendedor, falar do assunto é missão que eu mesma me dei de auxiliar a todas as pessoas a não embarcarem na mesma vibração, ou se já embarcadas, saber que podem sim superar toda e qualquer violência psicológica, de quem precisa justificar sua canalhice diminuindo moral e socialmente o outro.
E enquanto os achismos contrários?! Esses não me representam e são radicalmente por mim ignorados na mesma medida que seus interlocutores.
Mente, corpo, alma e coração abertos só para as coisas boas e toda gente de bem que sabem ser companhia sem dúvidas, sem testes e dando rabissaca nos entendedores da vida alheia.
A cada um de vocês que não se dão ao trabalho de confessar intimidade ou relacionamentos mantidos; a cada um que respeita o silêncio e também apoia o barulho quando necessário, é uma honra sabê-los amigos. Gentilmente são a bonança em meio às tempestades.
Amizade é o amarelo reluzente do Sol que abrilhanta o jardim do bom viver.
Luana Sávia Aires
Enviado por Luana Sávia Aires em 26/12/2017
Reeditado em 29/12/2017
Código do texto: T6209250
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre a autora
Luana Sávia Aires
Fortaleza - Ceará - Brasil
868 textos (16258 leituras)
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Luana Sávia Aires

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