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Mes amis(,)


 
  Se querem de fato saber, já me peguei, por inúmeras vezes, no banheiro, a pensar n'alguns cronistas de viagem: Ou no coletivo, ou à espera deste, ou no quarto, a olhar o telhado, ou após o banho, achando que vai perder o emprego, atrasado, ou em carro próprio, sujeito a buracos na pista e a inegáveis desvios de retina ...ou mesmo a receber multas e a dar caronas indesejáveis e (in)devidas!
  E eis aí o que nos faz seres sociais ( - Tecer crônicas?! É, também!): Segue o sujeito proseando, tagarelando, palestrando, chateando, Deus meu do Céu, o trajeto inteiro!! E nós o que fazemos?!
(Se tivermos seguro e ele, não; se estivermos de cinto e ele, não...) Atiramos o carro no primeiro poste? Ou medonha e murchamente rimos como se fosse tudo aquilo "A Piada" (querendo chorar em um dia daqueles)? Ou, no outro dia (desta vez, a rir de manso com os nossos botõezinhos), mudamos simplesmente o caminho?
  O diacho é que me perco voluntariamente no que escrevo, parece!
  Porém, já retorno às convenções, prometo!
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  Bom, o diacho também é que não dá para passar uns quinze dias de férias, arrastar um notebook e um aparelho de TV para o campo, escutar uns causos, ouvir uns pássaros, reparar nos dialetos, dormir cedo, acordar com as galinhas, e regressar com dois calhamaços!
  No caso, duas mulheres mesmo!!
  A não ser que fixe eternamente o olhar por sobre temáticas de amor, e amizade, e religião, e guerra, e sexo, e política, e futebol, e sacanagem... Ou seja, temáticas atualíssimas!!!
  Pois a crônica é o que diz ( - O tempo já vem em seu nome:); um quase texto jornalístico, a apuração ou fotografia (parcial ou não) de um fato.  ...Claro, afora a rixa literária ou esportiva de alguns!!
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  Agora, sim, de volta às convenções da cidade, ainda com ares muy campesinos...
  Certa vez, a rever em mim uma das poucas minisséries que me tatuaram, ouvi o Doutor Carlos da Maia me dizer: " - São convenções sociais, meu caro! Convenções sociais!".
  Mas o que é isso mesmo?! Engolir sapos, tomar tapinha nas costas de um colega de trabalho que nos quer ver justamente pelas costas, aturar um pseudo-piadista, um parente ou político e(m) festas que são praticamente velórios, etc.
  Só não sabia que se aplicava essa medida quanto a algumas amizades, ouvi por aí(..).
  Tudo bem! Vá lá! Queimar aos poucos (vampirescamente), por exemplo, em uma igreja católica não me deixou, até agora, branco nem manco, enfim... Abrem-se exceções!
  Mas sou rasgado! Se disser "não" para o convite é porque sei que vou assobiar lá dentro e rir de alguns ditos considerados sagrados...
  N'outras ocasiões, porém, contém-se o rapaz!
  Mas cuspo também que está uma porcaria, se fez merda e me pergunta, uma centena de vezes, o que achei! Assim como dou ouvidos, e abraço, e apoio, e críticas de Entusiasmo!!
  Porém, também se mal estiver o amigo (da pergunta, uma centena de vezes, repetida), eu me calo (ou finjo dor de cabeça na cama da vida).
  Mas se, daqui a uns dias, eu o vejo melhor e sem deixar de mão a pergunta, não dá outra: É quase empalar o indivíduo e passar a mão depois!
  Nossa! Não fosse a mordaz poesia, Freud explicar-se-ía...
  Pois afinal, para que servem os amigos?! Ora, ombros e críticas!! Afora algumas farr(p)as obviamente...
  E as convenções? Bem, as convenções passem de automóveis, bondes ou dirigíveis!
  E apertemos todos, qual bons compadres, as mãos, e sejamos amigos.

a 28/02/07
Luciano Almeida
Enviado por Luciano Almeida em 24/08/2007
Código do texto: T621410

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Sobre o autor
Luciano Almeida
Teresina - Piauí - Brasil, 38 anos
957 textos (39783 leituras)
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Luciano Almeida