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2018. ANO MARCANTE.

Tudo que se prende ao fenômeno social se faz de forma gradativa.
As normas reportam essa cena, e de tal forma que o fato social é sempre mais veloz que a norma até se tornar lei.

A não ser por rupturas em escala sempre violenta, mudanças acontecem com presteza. São as chamadas revoluções que não trouxeram bons momentos para a história humana, a não ser pela erradicação do escravismo formal e extinção de regimes opressores da liberdade nos tempos.

As paixões por ideais não estabeleceram nenhuma paz definitiva. Em nenhum lugar há paz permanente. Conta a história enciclopédica. E a humanidade caminha, sua jornada continua. As larvas das dissidências continuam a fomentar, alimentando, ideias e contra ideias. Sempre será assim. O homem é formado de várias têmperas. O direito à resistência tão bem colocado por Spinoza estará, como humano, estabilizado no meio social. A igualdade humana está em pensar desigualmente como pessoa.

A vida não é um canto entoado por uma só nota, vivemos a sinfonia das diferenças, o que iguala são os interesses, direitos pessoais, embora diversos.
Esse é o eixo do sufrágio, o marco da vida em grupo, o interesse. O que é o ideal? O que conduz o sufrágio? O voto de seu interesse, pessoal e do grupo que fala a mesma língua. É etiológico; sou o que pretendo.

Quer o grupo (partido) que a marca de sua ideia, de seu voto, estruturado no seu interesse, ascenda ao poder que gere a todos. Nisso está a ficta democracia, que seria, condicional pois, o governo, o mando do povo, por ele constituído.

Não há governo do povo, mas de parte do povo, de facção. Chamam de maioria a legitimação do interesse que elege o poder. Desse convívio em conflito prestigia-se a minoria em legislações compensatórias. Induvidosa a resistência da parte vencida que permanecerá. Não haverá consonância ou paz, mas divisão, e o que divide perde a força.

O que acontece todos conhecem, a promiscuidade dos vencidos e vencedores em arregimentações para obtenção de números para formalizarem normas nunca voltadas para a coletividade, em regimes de ciência do direito frouxa ou de frágil aplicação. Passam ao controle do Estado  corporações de interesses econômicos.

O Poder está nas chaves dos cofres e na força, não a força legítima, quase sempre inexistente, mas do fuzil, das armas. É assim no mundo inteiro. Perguntem quem manda no mundo, a resposta virá rápida. O país mais rico e com maior força bélica.

Com rapidez a Petrobras pagou bilhões, EM ACORDO - sem contencioso judicial -  aos  prejudicados pela corrupção que acabou com uma das maiores empresas do mundo.

No Brasil as questiúnculas continuam e os responsáveis discutem, e seu séquito, irresponsavelmente, as condenações e suas consequências. E querem sair ilesos arguindo o que nada sabem das oficinas do direito.

Essas vertentes sacudirão o Brasil em 2018 que, querendo ou não, terá desfechos para melhor, assim aspiramos, em um quadro onde se distingue com clareza os famosos latidos da notória e histórica caravana que ladra.

Mas não é a resistência do direito natural de que nos fala Spinoza, mas os uivos dos que viram cortados os mecanismos podres fornecedores do que foi retirado do povo, mas que persiste enganosamente em mãos de associados anteriores, lavados em cinismo onde nem mesmo a clandestinidade é mais necessária, mas as trocas que fazem eternizar o poder.

















Celso Panza
Enviado por Celso Panza em 07/01/2018
Reeditado em 07/01/2018
Código do texto: T6219421
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Sobre o autor
Celso Panza
Niterói - Rio de Janeiro - Brasil
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