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MAIS FATOS MAIS VIDAS - DE PAULO FOG


          POIS É -  Me esqueci de novo, arrumo tudo para trabalhar e acabei esquecendo de colocar as guias dos textos manuscritos que estão por finalizar-se.
     Assim é, em casa além dos afazeres, dormir, comer, sair para pagar as despesas eu sempre deixo algum tempo para passar no pc tudo que escrevo aqui no trabalho, no meu setor.
     Sou zelador noturno portanto me sobra alguns minutos aqui e ali e os uso para poder traçar nestas folhas ou pedaços dessas as estórias que deixo para vocês no RECANTO DAS LETRAS .COM, no SITE ESCRITA.COM, FACEBOOK, WATTPAD.
     Agora já sabem parte de meu rotineiro, fico no serviço durante toda a madrugada, faço meu trabalho e ainda me ocupo de escrever.
     Escrever para mim é um destino saboroso que a vida me deixou, uma espécie de concessão ou vantagem, devido á tantas perdas que já tive, considero um ressarcimento.
     A natureza cria as formas e ali vem as oportunidades, cada um faz o que achar por melhor.
     Eu decidi que vou seguir meu rumo e criar meus propósitos, me farei uma pessoa mais forte diante as adversidades.
     Mais ai vem um aoutra criação, os inimigos e a tal incompatibilidade.
     Não é fácil sorrir para os outros e nem querer ser agradável.
     Esta tal sociedade que antes, matou, dizimou e atrocidou agora decide que todos devem carregar a flor do perdão.
     Total justo, mais daí a obrigar a seres que não se desejam e nem tampouco se suportam a serem únicos, gente, pirou total.
     Vejo nestes programas de formato enlatado americano nas manhãs, pessoas discutirem sobre como, onde e quando se comportarem, se esquecendo que ontem elas mesmas foram as vítimas e os algozes de sentimentos pérfidos e atuações nada sociais.
     O direito de ir e vir esta ficando cada vez mais propenso a ser controlado por uma classe mesquinha e sem valor nenhum.
     Aonde ficaram os bate papos á tardinha, aquele bolo recém saído do forno, cafezinho coado no pano e a alegria verdadeira de nossas crianças a cansarem e suarem após jogos esportivos e pega pega, esconde esconde, pular corda entre outros.
     Não, vejo mais aquelas chamadas tardias, já quase á meia noite.
     - Ou entra agora ou vai ficar ai na rua.
     Quem diria que a violência aliada a tecnologia tiraria os anos de ouro dessa juventude que acha saber de tudo porém não traz na mochila do tempo o básico, a experiência da rua.
     Foi na rua que aprendi a xingar, correr, apanhar e bater, foi lá que vi os maus exemplos e pude fazer a opção de escolher, ir ou não.
     Hoje já não se existe, simplesmente se optam em gastar o tal da mesada, ganho de trampo na primeira biqueira ali.
     Fumar aquilo se fez tão normal que vejo os filhos daqui de perto a usarem nas sarjetas, calçadas, garotas não ligam mais para o corpo e o sexo já esta se banalizando.
     Hoje o tal grupal já esta entrando na sensação, não há espaços para os caretas e nossa tão sublime sociedade que de sublime não teve e nunca terá, dá o aval a esta festa permissiva.
     Recolho os pedaços, frágeis pedaços e tento cola-los, olha para cima e sinto, alguém bem antigo mais antigo que a própria escrita e fala se encolhe diante ás nossas ações.

     20182101............................................
 
paulo fogaça
Enviado por paulo fogaça em 23/01/2018
Código do texto: T6233871
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
paulo fogaça
Presidente Epitácio - São Paulo - Brasil
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