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QUERER É PODER?

Querer é poder,  diz o refrão.
O pensamento se esgueira e se expande.
A mente extrapola as fronteiras da imaginação.
Os olhos cansam de ver a mesma paisagem.
Cheia de mesmices, de rabugices.

Meus instintos  clamam.
Em voga, como se diz, quero mais.
O que o amanhã me reserva?
Não sei, não penso no amanhã.
O hoje é que importa.
O que os astros dizem?
Não me interessa.
Não me toca: os astros sou eu.

Acredito nos meus passos.
Nos meus atos e fatos.
O tempo não pára, como Cazuza já cantava.
E estava certo. O que está certo se vai....

E eu não...será que estou errada?
Não paro e não vou.

Sendo assim.....

Ora, se querer é poder, porque os mestres do poder não mudam esse quadro horrendo por que passamos, nós, os brasileiros? Por que não ultrapassam a fronteira da canalhice? Ora, porque não querem, não interessa, dirão alguns. E estão certos. Nada que  se faça no país agora ou amanhã mudará o  torto quadro , porque não é para mudar. É marca registrada -  “móveis e utensílios” da nação. Estamos à mercê de um país do oba-oba, então pra que mudar, se mudarem, mudarão a cor do Brasil, a cor do pecado nacional. Ah, sim, a marca também é a exportação, quem sabe,  de “falsas verdades” a respeito da mulher brasileira, por exemplo: mulata, sambista, bunduda, quente.... ah, isso lá fora tem uma força do “cão”. E os que  vêm aqui, querem encontrar essa mulher tão mimada, querem encontrar esse país tão oba-oba. Claro, e estão certos.
Mas se eu fizer a minha parte, tudo ficará bem, também dizem. Porém estou fazendo a minha parte, caramba, a tua também , a dele, e, Meu Deus, nada muda. Então devo me calar? Não, sem essa de fechar a boca.... vou indo, continuo fazendo minha parte – e bem feita – de nada adianta agora eu parar.. não tenho pra onde ir: pra Cuba? Ehehhe  Pra França? Eheheh, que nada, o tempo dos “vou embora pra Pasárgada” já passou.
E virá nova geração. Quem sabe vislumbre uma Canaã? E eu indo.. e eles cosendo esse caminho mal traçado, endireitando mentes, cortando arestas...coitados!!!... os mesmos de agora, todos com  com facão? Não. Com serra? Ai, chega.

E a vida passa mansamente no mesmo ritmo que sempre passou. Não culpem a vida. Não culpem ninguém. Não há culpa. Não há conserto. Há vida. Então vivamos apenas.

Deixemos assim....????
Zete
Enviado por Zete em 26/08/2007
Reeditado em 27/08/2007
Código do texto: T624873

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Sobre a autora
Zete
Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brasil
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