VISITAS AOS PAIS E IRMÃOS, COMO FICA ISTO DEPOIS DO CASAMENTO??

     Preciso da opinião sincera de dos leitores, este problema acontece muito mais do que se imagina, e merece sim, reflexão.
      Esta crônica é um pouco provocativa e bem pessoal. Quando a pessoa se casa, no início tudo é novidade para ambos os cônjuges. Não pensam que casar é anular totalmente pais e irmãos. Muitas vezes antipatias já são criadas antes do casamento, ou puro egoísmo, um não deseja mais acompanhar o outro a visitas periódicas á família e puxa somente para um lado, deixando o outro triste, como se o outro não tivesse sentimentos e amor pela família.
     Temos observado este comportamento com muita frequência, uma só puxo para um lado, o outro vai até tentando acompanhar, e chega um momento que este comportamento começa a aniquilar a relação pessoal do casal.
     A gente observa mesmo, que de um lado até proíbe o outro a conviver bem com a família, não deixa frequentar as reuniões, festinhas de aniversário, etc. Enquanto isto, este que reprime ,está muito satisfeito, muitas vezes vendo os pais e irmãos muitas vezes até por semana e dia, é agarrado com a família, mas se esquece que o parceiro (a) também tem amor pela sua família.
     Pode estar certo que é daí que começa as piores repressões, mágoas que vão se ajuntando, alguns aguentam o tranco, quando já não ligam muito pela própria família, mas o outro é tão sabotado que começa a ficar doente.
     Hoje ouvi de boca aberta, um parente falando com o outro que o genro não sai da casa da mãe, mas esta pessoa também esqueceu de falar que recebe todo o dia a filha. A filha é que não gosta de ir para casa dos parentes do marido. Então creio eu, que tudo tem um limite, e que ela não pode proibir o esposo de ir na casa da mãe, nem que seja de vez em quando.
     Percebo demais este acontecimento nas relações dos casais. Eu mesma já passei por isto, meu esposo mora perto das irmãs e visita a mãe todos os dias. E nunca tinha vontade de me levar na casa de meus parentes, fui aguentando, foi passando o tempo, até que um dia falei para ele, que eu ía sim, ele gostando ou não.
     Não tenho culpa se a família dele é exclusivista e não gosta de visitar outras pessoas. Hoje quando posso vou e deixo ele em companhia de sua cara fechada. Ele gosta de estar em aniversários com seus entes queridos, e não gosta da mineirada, dizendo que falamos alto demais, damos risadas à toa, que meus irmãos gostam de cerveja e de cantar, etc.
     Minha família é muito festeira e alegre. Uma vez por ano convido meus sete irmãos com a família para almoçar ou lanchar comigo, no meu aniversário. Falamos alto, rimos sem parar, cada um fazendo a sua graça...É muito triste não poder conviver com a família. Ajudo tomar conta de minha sogra com demência senil, cuido dele, e não posso de vez em quando ficar feliz, e voltar a ser criança. Sou uma pessoa de personalidade alegre mesmo estando com mil problemas. Sou mineira uai, apesar de agora ser São Paulina também, tenho a alma dividida e muito bem administrada. 
Não saio da casa dos parentes dele, e tenho direito de conviver com a minha também. 
     E que esta pessoa, na qual ouvi hoje, seja mais consciente, de suas atitudes patéticas e egoístas e comece a ver os dois lados...Falei para ela com todas as letras e sinceridade, contando que já passei por isto, que traz grande sofrimento, etc. É muita gente que passa por sito...Assnunto polêmico, mas muito reflexivo, pois cada um sabe aonde o calo dói e o sapato aperta.
Para felicidade e harmonia de todos, devemos refletir sobre o assunto. O RESPEITO COMEÇA NAS PEQUENAS ATITUDES.
Norma Aparecida Silveira Moraes
Enviado por Norma Aparecida Silveira Moraes em 14/03/2018
Código do texto: T6279630
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