Uma das coisas que mais me trouxe impacto no espiritismo ao começar a estudar a doutrina foi que na primeira aula do ESDE (Estudo sistematizado da doutrina espírita) o facilitador disse:
“Não precisamos acreditar em Deus para sermos salvos”; compreendi, então, que para isso, precisamos ter boa índole, praticar o bem, a caridade, e, praticar caridade, vai muito além do que dar bens materiais aos outros, a partir daquilo que não nos serve mais. Na verdade, caridade maior acredito que seja o que encontrei na Bíblia em Mateus 7:12 “Tudo o que quereis que os homens vos façam, fazei também a eles”. E entre outras coisas, é muito importante que tenhamos a consciência tranquila, e, para ter consciência tranquila, precisamos nos conhecer de verdade; o despertar espiritual faz sentir a beleza do despertar existencial, que auxilia no entendimento do livre arbítrio para tomada de decisões e precisamos refletir ao máximo sobre isso: nossas escolhas vão prejudicar ao próximo, a humanidade ou a nós mesmos?

     Escrevi esse texto quando desencarnou Stephen Hawking. Não conhecemos a grandiosidade do coração que ele tinha; só sei, que ele podia ter parado no tempo ao descobrir ser portador de ELA (Esclerose Lateral Amiotrófica) e não parou, mesmo tendo muitas limitações físicas, ele deu seu jeito de seguir em frente. Ele não conseguiu provar a inexistência de Deus, pelo menos, não de acordo com o que eu acredito, mas provou que podemos muito mais se não pararmos no tempo diante da dor, do sofrimento e que apesar de tantas adversidades, o que mais faz valer a pena, não é a caminhada e sim como encaramos nossa trajetória e como levantamos depois de cada tombo.
     Talvez não tenha sido milagre, mas é bem possível, que Deus em seu amor infinito, se fez presente, ao mostrar a ele os recursos possíveis e necessários para que vivesse 76 anos. Quando a ciência e a medicina dizem que não vamos viver mais do que tantos dias, tantos anos ou tantos segundos (Se não estivermos com uma doença terminal), tudo dependerá de como cuidamos de nós mesmos.
Acredito que ele tenha vivido o evangelho todos os dias quando afirmava: “Eu tento viver a vida, da maneira mais normal possível. Eu não penso sobre minha condição ou fico magoado pelas coisas que ela me priva de fazer, que nem são tantas assim”.  A meu ver, isso é resignação. 
Ao ser questionado sobre seus propósitos, dizia ter na vida um objetivo aparentemente simples: “ter a compreensão completa do universo”.
Quem nunca duvidou da existência de Deus? Quem nunca quis saber qual a origem real de todas as coisas que atire a primeira pedra. Stephen Hawking só teve coragem, paciência, resignação, resiliência, pois apesar de tantas limitações tentou desvendar esses mistérios... esse era seu combustível, o sentido para sua vida, e o nosso, qual é?
     Essas reflexões não são para discutir ou debater sobre nossas crenças e nem sobre a teoria de tudo. Faço essas reflexões, apenas, para dizer duas coisas muito importantes: Se disserem que você não chegará a lugar algum ou que não vale apena acreditar nos seus sonhos, não acredite e jamais desista de você!!!! 
     Apesar de às vezes acharmos que não, você eu e todos nós, com a nossa simplicidade, sabedoria ou dificuldade, todos nós somos muito importantes para humanidade!!
     O meu dia hoje começou assim, olhando para as estrelas e não para os meus pés, nosso universo, é maior do que imaginamos!!!
 
Débora de Marco
Enviado por Débora de Marco em 14/03/2018
Reeditado em 25/03/2021
Código do texto: T6279677
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