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MELANCOLIA

O dia amanheceu cinzento e triste, parecia solidarizar-se com a minha tristeza.
O tempo chorava uma chuvinha fina, como quem chora a partida da pessoa amada. E o sol, que ás vezes é quase terapêutico, nem deu as caras. Conseguiu o descanso que meu coração não teve.
E o dia seguiu seu curso. A vida seguiu devagarzinho, e o mundo continua o mesmo (nem tanto assim). Só as pessoas e as atitudes mundam, só eu que não mudo. Continuo a mesma tímida reprimida e romântica, buscando covardemente refugio na poesia, tentando fazer dela uma razão para continuar vivendo, sem sucesso algum.
A noite chega sem expectativa e eu permaneço aqui, tentando encontrar coragem de dar um passo em outra direção e encontrar inspiração para escrever algo que satisfaça pelo menos à minha ilusão de que sou poeta.
Mas o desânimo vence mais uma vez, e eu fico aqui...
E eu continuo aqui....


Virgínia Santana
Virginia de Santana
Enviado por Virginia de Santana em 29/08/2007
Código do texto: T629443
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Virginia de Santana
Anísio de Abreu - Piauí - Brasil, 36 anos
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Virginia de Santana