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Volta ao Mundo

Não dá para acompanhar os noticiários. Estão abusando da paciência de quem não é bobo. Estão querendo  manipular tudo, esconder,subverter, inverter e enganar o tempo todo. Até a esquerda está acrediatando no jogo de cartas marcadas. Está acreditando que a polícia civil vai resolver e elucidar totalmente o assassinato de Marielle. Também os democratas e crédulos estão acreditando que a justiça vai punir Aécio, tomar medidas que atinjam Temer, enfim,  nesses dias acreditam em papafigo, caipora e saci pererê. Prefiro  ficar no meu cantinho, resignado, entendendo que no Brasil tudo acaba mesmo em samba. Ou na orgia como aquela proporcionada por aquele dono de uma casa de prostituição em São Paulo, que na festa  que fez para comemorar a prisão do Lula, além de prostitutas e bebidas, colocou tamabém posters de autoridades. Mas vou ao assuntodesta maltraçada que não  tem nada a ver com os problemas  do país e a festividade irresponsável da sociedade em geral.
    Das torturas a que involuntariamente fui submetido, por força das circunstâncias, uma me revoltou paca: usar camisa de magas compridas e de colarinho duro e por e por dentro das calças, não podia ficar por fora. Mais: nesse tempo as únicas camisas que atendiam às exigências do banco e que eram vendidas em Pesqueira eram as tais "Volta ao Mundo", algupem se lembra delas? Eram feitas de uma espécie de plásticas, o suor ficava boiando, juro, concentrado, pegajoso, e isso num verão arretado. Pelas normas a camisa tinha que ter a tal  entretela, aquele colarinho duro para a gravata ficar nos  trinques. Outro ponto: na época a calça era de tropical, daquele tecido que espinhava que só a gota serena, além de  usar sapato Vulcabrás, quente demais (depois foi o tal Passo Doble). Imaginem a minha agonia.
   Passei meses penando até que uma costureira, aaiga da amiha namorada (hoje esposa) resolveu meu problema. Ela me fez tr^s camisas de algidão e conseguiu fazer as golas com entretela. Fez mais: fez também três calças de Diagonal da Torre. Para sanar oproblema do sapato ganhei de um primo um par de sapatos  Makerli, bem levinho, sem cadrço, calçava sem meia.
   Que fiz das camisas Vota ao Mundo e das calças de tropical e dos sapatos Vucabrás? Ia queimar, mas um colega me convenceu a doar a um amigo queestava necessidatando de roupas e sapato. Entreguei a ele o material. Dei graças a Deus por me livrar daquela tortura.
    No dia que aboliram a gravata dei uma festa o clube dos bancários. Detesto gravata. Inté.
Dartagnan Ferraz
Enviado por Dartagnan Ferraz em 16/04/2018
Código do texto: T6310709
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Sobre o autor
Dartagnan Ferraz
Recife - Pernambuco - Brasil
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Dartagnan Ferraz