Um dia me disseram

Um dia me disseram que a vida é bonita...

Mas não é isso que consigo enxergar e nem sentir.

O que era para ser leve, agora é pesado.

Pessoas morrendo, com outras sem se importarem.

Por que tudo tem que ser tão frio e tão distante, com tantos sonhos a perecerem?

Quem foi que disse que era para ser assim?

Crianças vivendo sem seus pais e pais enterrando os seus filhos, devido à violência que nos assola.

Não é o que as pessoas de bem desejam!

Tanta discórdia...

Misturada ao rancor!

O que falta é o respeito, a educação e o se colocar no lugar do outro.

Então, diga-me aonde vamos parar, por favor!

E sobre estes dias turbulentos, confesso que ainda não aprendi o seu manual de sobrevivência, não encontrei em nenhum livro.

***

Andamos em círculos...

Trilhamos atalhos...

E não encontramos nenhum ponto de chegada,

Se nem ao menos sabemos de onde partimos!

A praga do século XXI, a cada dia exerce mais a sua força.

Transmuta-se em solavancos e vem nos perturbar.

Quase todos os dias, ouço a sua música, cada vez mais perto.

Foi assim agora a pouco,

Com os seus estampidos a me entorpecer.

E quando este som vem, de repente, pegando-nos de surpresa...

Quando nos faz acuados, ao contrário, faz com que andemos feito

formigas atordoados, pequenos seres indefesos, sem direção.

Isso é quando não nos atinge e, leva-nos ao solo.

***

A realidade é cruel...

Não poupa a ninguém!

Seja ela qual for e de que maneira se apresentar.

Nem sempre temos como reagir...

E sim procurar nos proteger.

Para onde seguir?

Para onde devemos ir?

Para onde fugir?

***

Infelizmente, a cada dia o ser humano se denigre...

Não importa quem esteja no meio da estrada.

Como uma onda vai levando tudo e todos que encontra em seu caminho.

Quem será por nós?

***

Não pela falta de oportunidade...

E sim pela escolha errada.

Um dia, creio que haverá uma luz no fim do túnel...

E não será um estampido...

De mais uma vida perdida!

Não haverá a preocupação de outrora...

Enfim, o bem reinará!

Crianças brincarão livres pelas ruas e a vida seguirá o seu curso natural.

Mas, por enquanto, isso não acontece...

Almejamos o calor das sensações de dias leves, sem nuances cinzentas e sombrias pelo ar.

E canções provenientes de harmonia, melodia e ritmo mais serenos...

Mesclando três letras de uma palavra pequena, mas com um enorme e intenso significado:

PAZ!

A realidade é cruel...

Não poupa a ninguém!

Seja ela qual for e de que maneira se apresentar.

Nem sempre temos como reagir...

E sim procurar nos proteger.

Para onde seguir?

Para onde devemos ir?

Para onde fugir?

Somente DEUS para nos guardar!

Fabby (ana) Lima
Enviado por Fabby (ana) Lima em 20/05/2018
Código do texto: T6341548
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