TEMPO PARA O ABRAÇO

Despertou-me mensagem que anuncia ser hoje o Dia do Abraço. Esse gesto, embora físico, toca a alma; é uma das mais indeléveis provas de aconchego animada pela amizade, pela proteção ou tão simplesmente pelo amor.

Enquanto me punha de pé, refletia sobre o ato de suposto afeto e seus efeitos. E, perguntava-me: "Se assim é, quantas horas durará este dia"? Ouviria, por certo: "24, evidentemente". Mas, não é essa a cronologia a se aplicar, no caso.

O tempo em questão não se mede às precisas badaladas do "Big Ben", mas no ritmo, no pulsar, ao pêndulo de um grande bem. E, não se dirá de ponteiros, e sim a empatia que indica o momento. Nem à engrenagem com cordas, eixos, alarmes há de se referir, uma vez que o mecanismo sua dinâmica são ditados por sentimentos. Ainda, não se atinará à pressa; essa expressão de carinho vale mais que segundos, porquanto é passível de culminar lembranças significativas de afluentes instantes.

Quantas horas terá esta data, quando o entrelaço se deseja forte, verdadeiro, duradouro? Acima de formais encontros com premir de corpos, haja troca de calor e vindo batidas cardíacas se alinharem em igual frequência, esse clima não se quererá contido nas únicas ditas 24 horas.

Que o Dia do Abraço não tenha fim!

Israel dos Santos

RL > Crônicas > 22.05.2018

Israel dos Santos
Enviado por Israel dos Santos em 22/05/2018
Reeditado em 08/04/2022
Código do texto: T6343306
Classificação de conteúdo: seguro
Copyright © 2018. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.