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UMA CRÔNICA DE MIM pra contar umas lorotas: desabafo!


Me enfado nesta pouca inspiração. Não consigo achar canto, a não ser quando durmo. Pouco durmo, hoje durante o dia, nada.
Estou bem? Creio que sim, mas que nada...
Estou meio assim, me sentindo bem me sentindo ruim...
Ruim de não estar bem, não de maldade.

Aliás acho que estou até boa, de boazinha, demais.
Acho que é a bipolaridade que eleva a vontade e dá coragem pra compra.
Instiga a vontade que precisa, e a necessidade que tem.

Normalmente sou normal. Mas só quando estou normal mesmo. Ai me sinto normal, igual quando pergunto pra minha filha solteira:
- Tá Tudo bem Cami (Camila)?  - Tudo NORMAL, mãe!
- Como é o normal?  - O normal é o normal, ué?!    (kkkk  riso meu)

Então, dentro desse "normal", estou me sentindo anormal. Parece que não me acho, nem acho o que me satisfaça essa gastura. Aí, achei a palavra, é bem isso, uma espécie de abstinência, uma espécie de gastura.

Parece que não estou no meu lugar certo. Parece que falta algo, como se um deserto mental em atravessando esteja.

Sei que estou bem. Dirijo, com tranquilidade. Percebo a coisas, resolvo as coisas, compro as coisas caras, tipo "um carro pra minha filha" numa boa (com condições, não sem elas). Mas alguma coisa corrói aqui.

Ainda é cedo. Mas o dia foi intenso devido a intensas decisões. Sem paciência, tenho que decidir rápido. Dá "gastura" deixar pra depois.

Quero?  Quer? Precisamos? OK.
É esse? Tá bom? Experimentamos? Gostamos? OK.
Negocio fechado!
Deem-se as mãos, assina-se os papeis e... Bom ... o carro vamos pegar só amanhã porque tem uma coisinha pra eles resolverem nele...

Vou estar "no pé". Mas não sei se adianta muita coisa.
Já tá resolvido.
Já tá comprado.

Gente me desculpem estar a contar isso.
Estou só desabafando. Não sou rica, milionária, mas um fiat uno estou podendo dar pra minha filha, que todos estes últimos anos tem tido paciência e tem cuidado de mim.

E mesmo assim, depois em casa, cansada, mente enfadada, me enfado por não ter como desfazer essa fissura, esse sei lá o que que me falta, essa sede, essa falta de mais alguma coisa...

Ah, tudo bem, vai passar. Sempre passa. Vai passar. Hoje é hoje. Amanhã é outro dia. Vou tomar um banho, cantando no chuveiro.
Ver se oro no banho e choro. Desabafar, tomar os remédios e dormir.

Não tenham pena de mim. Porque eu não tenho. Eu me amo. E amo a vocês também. Amo até essa minha ferida, que aberta ainda sangra.
Quem sabe o remédio certo chegue e melhore essa minha sanha de amar, amar, amar, e querer ser correspondida...
Um amor homem mulher, não apenas um amor fraterno. Mas que tenha muito dele, pra que possa ser bastante eterno.


Tereza Bodemer, Uma crônica e para mudar um pouco o estilo
Enviado por Tereza Bodemer em 11/07/2018
Reeditado em 18/07/2018
Código do texto: T6387600
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Tereza Bodemer
Rolim de Moura - Rondônia - Brasil
378 textos (6785 leituras)
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Tereza Bodemer