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Baticumbum...baticumbum...

Coitadinhos dos beija-flores.
Não eram ainda 7h da manhã,
e eles não conseguiam molhar os biquinhos 
na
agüinha doce que sempre coloco prá eles.
Um solzinho preguiçoso como eu 
invadia minha janela.
Ainda não tinha cheiro de café pela casa.
O mesmo pão de ontem desmaiado 
na mesa
murcho como a minha 
aposentadoria que recebi ontem.
Ainda o vira-lata estava 
enrolado sobre o rabo
e minha cama já começava a dar pulos.
Sentia marretadas nas paredes, no chão.
Parecia que a casa toda era uma caixa de eco,
parecia meu peito quando me lembro
de você atravessando a rua
na chuva para me abraçar
Eu vou ter que agüentar 
esse pedreiro até o fim.
Mas te confesso meu amor,
Não sei se consigo agüentar tantos dias
os baticumbum no meu peito
com esse coração louco 
de saudade de você.
Augusto Servano Rodrigues
Enviado por Augusto Servano Rodrigues em 05/09/2007
Reeditado em 02/10/2007
Código do texto: T640151

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Sobre o autor
Augusto Servano Rodrigues
São Paulo - São Paulo - Brasil, 69 anos
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Augusto Servano Rodrigues