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LIVRE ARBÍTRIO


     Ronaldo José de Almeida

Quando Deus na sua onipotência criou o homem, o presenteou com a faculdade do livre-arbítrio, ou seja, a possibilidade de exercer um poder sem qualquer outro motivo que não seja o próprio poder ou a própria vontade.
O homem tem a liberdade da indiferença, pode agir sem motivos, como bem entender, desde que arque com as conseqüências dos seus atos.
O homem pode escolher qual o caminho quer trilhar. Se lá na frente desistir pode voltar e recomeçar, só depende unicamente da própria vontade.
O ser humano tem o livre poder de escolha e decisão em quase tudo, pode escolher em que rua quer morar, o tipo de casa, a cor da casa, a cidade, o estado e até mesmo o país.
Pode escolher a sua cara metade, e se no decorrer da vida não der certo, pode escolher outra, pode mudar.
A mesma possibilidade se adapta aos amigos, ele tem o universo da ampla e livre escolha.
Pode não ter condição financeira para tanto, o que é diferente de poder escolher.
Numa esfera mais íntima, o mesmo se dá quanto ao filho, ele possui total liberdade de opção em tudo que o cerca, pode optar por várias escolas, namoradas, roupas, etc. Somente um item Deus não o permitiu escolher, o pai.
Quer queira ou não, quer goste ou não, o filho tem que acatar a vontade divina, se curvar ante a decisão suprema.
Ele pode omitir para o mundo todo seu pai, mas no seu inconsciente ou consciente, ele -o pai- repousa, e por certo se apresentará no momento certo.
Não há como dissolver a figura ou a lembrança do pai, como o sol da manhã dissolve a neblina. Ele permanecerá gravado na lembrança pelo resto da vida, goste o filho ou não.
Existe filho que se esforça para perder a lembrança do pai, exercendo desta forma o livre-arbítrio e agindo assim, não telefona nem manda noticias, deixa passar em branco, o natal, dia dos pais, aniversário do pai e demais datas festivas que por tradição, parentes e amigos, se cumprimentam e se abraçam em confraternização.
O simples ato de esquecer pela força, já é uma forma de exercitar a lembrança e reavivar o inconsciente trazendo à memória o que se quer apagar.
Deus providencialmente escudou o pai deste desdouro por parte do filho, tornando o cargo irremovível.
Assim resta ao filho ter de suportar o fardo pesado, denominado pai, que somente lhe deu o bem maior, a vida.
RONALDO JOSÉ DE ALMEIDA
Enviado por RONALDO JOSÉ DE ALMEIDA em 06/09/2007
Código do texto: T641242

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Sobre o autor
RONALDO JOSÉ DE ALMEIDA
Montes Claros - Minas Gerais - Brasil
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RONALDO JOSÉ DE ALMEIDA