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FANÁTICO, EU !?...


O fanatismo começa com um simples convite.
Você aceita. Não custa nada ir...
Depois, mais um convite com a pergunta: "Gostou?"...
Até que os convites viram cobranças, livros e revistas especializadas, sites específicos e muito visitados...
Você se submete, recebe mensagens, lê, responde-as...
Mais adiante, paulatinamente, vem a imposição:          "Por que você não veio, ontem?"... Você justifica.
A cada um desses passos, seu campo de liberdade vai diminuindo do ponto 100 (completa liberdade, mero convite) ao ponto zero (quando você estará inteiramento subserviente:  o influenciador exerce total domínio sobre sua vontade ou suas decisões).
No ponto zero, sua personalidade desaparece, passa a copiar a do outro, a do seu influenciador.
Nesse ponto máximo, você já estará fanatizado e, sem domínio próprio, fará tudo o que o seu influenciador exigir; você esquece seus valores, suas firmes convicções de ontem... 
A verdade estará no outro; vale mais o que está na telinha do que a palavra dos pais ou dos professores.  Mesmo que o outro esteja mentindo, pra você são dogmas nos quais você acredita; você as repassa porque sua personalidade já pertence ao seu emissor,
Essa tática funciona na religião (você muda de igreja); funciona no vício (você vende o que tem, e até o que não tem, para comprar a droga); funciona nas chamadas quadrilhas ou guerrilhas (você rouba e mata por obrigação, a mando e sob a mira do seu influenciador).
Funciona nas ideologias extremistas (jovens europeus fanatizados, via Internet, são atraídos para degolar "inimigos" no regime jihadista). Jihad, para os fanáticos, significa luta, esforço, empenho, e o influenciado aceita essa farsa como verdade. 
No caso brasileiro, as redes sociais atraem os jovens para causas indefinidas: "...vamos à avenida Paulista, vestiremos tal camisa, e pronto!"... Às vezes, para causas inescrupulosas.
A princípio, coisas divertidas que vão tomando a forma de nazismo ou fascismo. Divertidas?... 
Sem se aperceber de que pode estar praticando atos malévolos, próprios da perigosa extrema-direita, você cede.  Isto já aconteceu de fato em Brasília: "Queimei um índio, que dormia debaixo daquela marquize, porque pensei que era um morador de rua!"...
E - que Deus não me ouça - não vai demorar, para movimentos excusos, como o jihadismo, levarem jovens brasileiros para serem algozes de suas vítimas políticas nos campos de extermínio da Síria.
Nos Estados Unidos, cresce, assustadoramente, o número de adeptos da entidade racista denominada ku-klux-klan (fundada em 1866). A ku-klux-klan trabalha com o fanatismo e, com absoluta certeza, as redes sociais têm sido suas grandes aliadas.
Pior: você nem sempre se percebe fanatizado. Não estou inventando. Converse sobre este assunto com pessoas que se especializaram nas áreas de humanas, em especial psicologia.
Se Hitler tivesse tido as redes sociais à sua disposição, o extermínio das "raças inferiores" não teria se restringido a apenas seis milhões de inocentes. Provavelmente, a população mundial, hoje, estaria em torno de cem milhões de habitantes de característica ariana.  E nós, negros, pardos, cafusos, comunistas, socialistas, ciganos, deficientes físicos, pobres, miseráveis... não existiríamos. 
Analise, conscientemente, se suas decisões são realmente suas, ou se alguém, aparentando qualidades de liderança, dirige sua mente à distância, via redes sociais, prometendo coisas mirabolantes, levando você a se atirar num abismo iluminado
 
Fernando A Freire
Enviado por Fernando A Freire em 11/10/2018
Reeditado em 15/10/2018
Código do texto: T6473401
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Fernando A Freire
João Pessoa - Paraíba - Brasil
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Fernando A Freire

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