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O monstro das lembranças.

A sensação de cair em um beco sem saída. E se deparar que sempre esteve sozinho, as companhias era tudo fluto da imaginação.
O gosto da derrota.. rasgando tua garganta, toda a fraqueza em teu estado mais puro. Ao encontrar-me com o espelho, e observar o meu próprio reflexo, me pego pensando, e não consigo entender, o motivo pelo que tudo me leva a sofrer. Tentei disfarçar, tentei me conter, mas pra que? se ainda penso em você. Ao lembrar do teu sorriso, sinto como se estivesse no paraíso. Será que tu não ver que é tudo que eu preciso? Desvio meus olhos dos teus, tu repeti frases sem pensar, e eu não vou ser boba de me deixar levar..
Demonstro frieza, disfarço meu interesse, não me entrego a fraqueza.
Minto só para não me machucar, distancio a minha boca para não te beijar.  Sinto o calor dos teus braços, e em seguida me afasto, para não me render, novamente a você. Já conheço teus truques, já perdi o jogo, o tabuleiro foi parar do  outro lado da mesa, eu estou sem nenhum ponto, você trapaceiou. Sim, eu estou zerada, e você ganhou. Mesmo que não tenha jogado os dados ainda, eu sei o resultado de cór. As regras não foram citadas, mas eu as sigo perfeitamente. Tu roubou todos os únicos pontos que me restaram, e eu desisto, e me rendo a ti. Mesmo querendo, eu não posso. Você espera do outro lado da sala, eu volto com todos os meus passos, tu me apressa, eu fecho a porta e vou embora sem olhar para trás, sem ao menos despedir-me. O orgulho fechasse em volta de mim, o medo alimenta meu coração vagorosamente, a esperança acaba com um fechar de olhos, e um bater de portas. E a chance de ter você de volta, desvia minha estrada, se curva distante a mim, eu viro o volante rapidamente, puxo o freio, eu atropelei algo, e logo depois lembro-me que tinha esquecido meu coração lá fora, e eu mesmo o matei acidentalmente. O sangue se espalha pelas minhas mãos já cortadas antes, eu sinto as batidas mais sei que não está ali, sei que tu levou, mesmo doente, mesmo sem antes consultar um médico, levou para distante de mim, sem nem avisar.
Andréia Cruz
Enviado por Andréia Cruz em 11/09/2007
Reeditado em 11/09/2007
Código do texto: T648094
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Sobre a autora
Andréia Cruz
Niterói - Rio de Janeiro - Brasil, 24 anos
158 textos (7030 leituras)
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Andréia Cruz